⚜ Agonihria | Poema Morlírico de Horror
Durmo sob regélida umbra noite | Só, meus olhos girando em onirismo; | N’hórrida cova a mente tanto afoite | Acha haver segureza n’um abismo;
Lírio purpúreo
A primeira vez que a vi foi numa noite sem lua, tão escura quanto a alma dos homens corrompidos pela luxúria. Mal sabia eu que contemplava minha própria ruína…
Escreva o que viu, tanto as coisas que estão acontecendo agora como as que acontecerão depois
Data Incerta - Andamos talvez por dias e não sentimos fome, sede ou cansaço, talvez porque não era permitido que sentíssemos, mas eu teorizava…
⚜ Lástima d’estes Tempos | Poema Morlírico de Angústia Existencial
Profundo o breu da noite espreita o sono, | O medo finca a horrenda sensação: | Há nada além de mórbido abandono | E Deus é vurmo pútrido no chão...
Hereditariedade
Foram várias consultas e aqueles malditos médicos não descobriram o que eu tinha. Uns ousaram dizer que eram sintomas psicossomáticas…
Os Simulacros da Noite e a Sentença do Sono
I | É um erro crer | que o sono abriga algum refúgio. | Deitar-se na escuridão | é depor as insígnias da vontade, | é entregar a alma, | desarmada, trêmula…
⚜ Vantanúrida: Parte 2 | História Morlírica em Capítulos
Ouvi, pelas vibrações sonoras das minhas cordas vocais, palavras estruturadas n’uma essência ancestral que eu somente intuía, impossível…
Liturgia da Noite
Quando a tarde morre sangrando no horizonte distante, | e o crepúsculo veste o céu de luto agonizante, | eu caminho entre os túmulos da memória esquecida,…
⚜ Ressequida | Poema Morlírico de Mágoa
Não sinto mais vontade de te ver… | Queria tanto amar-te novamente… | Perder-me nos teus versos e esquecer | As sombras de tu’alma inconfidente…
Velian em Agonihria: Os Dentes do Abandono
Velian retornara do Rio de Janeiro há algumas semanas. O apartamento em Fortaleza permanecia exatamente como o deixara. O caixão oculto no…
Agonihria-Égloga
No pélago purpúreo, o riso dos insensatos fenece, | Bête e ignorant, sob o teto de um gesso que chora; | A névoa de violeta opaco, que o tempo devora,…
⚜ Opscur no.3 | Poema Morlírico de Horror
Sinto, aflita, reerguer-se um mim tormento... | Hórrida inquietação, pútrea e terrível! | Beira às três d’alvor — mórbido vento | Zumbe como um espírito irascível...
14 - Meio Assim
Senti uma dor no peito. Infelizmente, não é infarto. Não é dor de amor, nem tristeza. É peso, uma sina. Sabe, os dias em que não se sente raiva, compaixão…
Solilóquio da Matéria Escura
Apaga-te, archote! Pois a tua luz pequenina | É mera ofensa à vastidão augusta que nos cerca. | Esta carne, este lodo moldado em orgulho e sopro,…
O pergaminho da Agonia
Ao cruzarem o limiar da floresta, o mundo transformou-se em uma pintura. A luz do luar agonizante cortava a copa das árvores em feixes geométricos…
Chamas Da Inocência
Numa existência plena de concisas leis universais onde o sol nasce para todos, ainda assim há aqueles que são cobertos pelas sombras do infortúnio…
Múrex e Arsênio - Nauseante luz sanguínea
O motor industrial range no peito da noite, um zumbido constante, | L'existence précède l'essence... | ou seria o fungo na parede que sonha?…