Liturgia da Noite
Quando a tarde morre sangrando no horizonte distante, | e o crepúsculo veste o céu de luto agonizante, | eu caminho entre os túmulos da memória esquecida,…
⚜ Ressequida | Poema Morlírico de Mágoa
Não sinto mais vontade de te ver… | Queria tanto amar-te novamente… | Perder-me nos teus versos e esquecer | As sombras de tu’alma inconfidente…
Solilóquio da Matéria Escura
Apaga-te, archote! Pois a tua luz pequenina | É mera ofensa à vastidão augusta que nos cerca. | Esta carne, este lodo moldado em orgulho e sopro,…
Menel Lomë II - Uma busca fútil
Menel continuava a procurar, sem nem mesmo saber ou entender aquele mundo. Onde estava? O que era aquilo? Por que ela veio para cá?…
À Procura da Dama Noturna
Já amei. | E talvez seja esta a maldição mais antiga | de todas as criaturas que atravessam os séculos: | não a morte, | não a solidão, | não a lenta erosão…
Caellum Noctis, Parte III - Vestígios de Lembrança
— Você… sabe onde estão minhas memórias? — perguntei. Ela juntou as mãos e esfregou o polegar. Hesitante, respondeu: — Sei. — Então me leve até lá!…
⚜ Aurollie e o Corvo | Conto Gótico Morlírico
Aurollie está morta. Seu corpo esguio e pele seca, com rachaduras infindas que desvelam seu esqueleto putrefato; assim está, sob a luz d’uma noite…
Muffins de Caramelo
Akily agradeceu pelas rosas de Alberto com um selinho. Jogou-as no lixo assim que se tocou que ele não voltaria, pois já voltara uma vez para lhe dar um segundo beijo…
Menel Lomë I - O Herói Que Ninguém Pediu
Era noite de uma quinta-feira qualquer. O café de Menel esfriava ao lado da folha amassada, das várias folhas amassadas e rabiscadas que se espalhavam pela…
Caellum Noctis, Parte II - Minhas Memórias
Eu havia entrado no que a Espectumbral chamou de Irihria. E nem nos meus melhores — ou piores — sonhos, eu imaginava algo tão… mágico…
Seu Calor Cruel
O azulescer | transbordou em meu peito | O eco da minh’alma
Preenche o vazio que deixou | A voz invisível | Escapa pela cicatriz da minha pele | E meu coração grita…
Tristeza Abissal
A névoa ergue-se como uma prece interrompida | um murmúrio que ninguém distingue, | mas que se aloja na pele | como o frio que anuncia a morte das coisas belas…
O Manto Sagrado da Noite
A névoa sobe como exércitos vencidos, | erguendo suas lanças translúcidas | num silêncio que antecede a ruína. | O orvalho desce como cortejos fúnebres,…
Velian: O Banquete da Noite
Velian retornara a Fortaleza com a languidez de quem atravessara mares e memórias. Ainda havia no seu corpo o traço da viagem ao Rio, onde Cassandra…
Caellum Noctis, Parte I - O que eu perdi?
Havia retornado. E então, minha consciência começou a despertar. Eu não me lembrava do por que estava ali. Não me lembrava nem de quem eu era ou…
Memórias Afogadas
Este lúgubre castelo com certeza é o lar de muitas histórias, de muitos seres e muitas memórias. São tantos segredos aqui guardados, mas o meu…
25. Cada um, porém, é tentado pelo seu próprio desejo, sendo por este arrastado e seduzido
Data incerta - Achei que havíamos conseguido escapar por um momento da lembrança do castelo. Que naquele vilarejo, mesmo que estranho…
A Transcendência do Silêncio
O silêncio é um corpo que respira no escuro, | pele de sombra colada à alma da noite. | Ele pulsa como ferida não dita, | como promessa trancada em lábios de ferro…