A Melodia da Noite
Em um cemitério antigo, esquecido pelo tempo e pela memória humana, repousava uma presença mórbida, imóvel e serena. As lápides, gastas pelo vento e pela chuva…
Cartas de sangue — "In The Air Tonight II"
Escrevo-te tal epístola sanguínea com esta pena que se banha no meu próprio tormento. | Cada sílaba que deixo aqui é um fio de minha vida, e, no entanto, não cesso…
26. Diário da irmã da Ordem III
A voz sempre esteve lá, não como um grito, nem como uma ordem, mas como um sussurro paciente no fundo da minha cabeça, sugerindo e esperando…
As gavetas dos últimos dias
São Paulo, terra da garoa e dos mortos. A violência é intensa, isso não podemos negar, e com isso a vida desacontece a todo momento. Aprendemos a lidar com a morte…
A última penitência
Já estava acostumado a descer aquela escada de pedra. Tão saturado, que já não percebia mais o cheiro úmido e o fedor de bolor invadindo suas narinas…
O Sapateiro e o Gigante
Na beira do oceano ficava uma aldeia de pescadores. Era um vilarejo pequeno, lugar muito pacato onde a maioria dos homens trabalhava no mar…
O Baile do Silêncio
A antiga Mansão Hollengrave não se erguia: ela se impunha, uma massa compacta e sombria de pedras escuras cravada no topo de uma colina…
4 Poemas Entre a Vida e a Morte, escritos por Aslam E. Ramallo
Aslam E. Ramallo é um artífice da palavra cuja poética nos conduzirá ao âmago mais profundo do existir, onde a vida pulsa em sua crueza e a…
O Teatro Perfeito
Perfeito, o Teatro — e nele a decadência | As máscaras são telas luminosas | Personas em suas tantas aparências | Roteiro de ventura confragosa;…
24. A tua fé te salvou
Data incerta – Saímos da caverna em silêncio, como alguém que abandona um templo. Siehiffar nos acompanhou até a saída, onde a floresta retornava…
Capítulo 14 (Final): Reconhecimento — Rubi Áurea
Ser soterrada por minha desumanidade fez emergir no meu peito um vazio inominável que despertou algo que outrora nunca houvera..
10: Sobre as versões de nós
Amo os clássicos, porque vemos que as mesmas inquietações reverberam na atualidade. Ao mesmo tempo que tudo mudou, nada mudou.
A Bruxa e o Cadáver
— Levanta-te morbígero cadáver! | Teus olhos vítreos pálidos reluzem! | Odor de morte antiga que paláver | Sem verbo zumbe horrores que conduzem;…
Primeiro Ato
Permaneci parada como se os deuses estivessem parados os ponteiros do infindável tempo, porém aquele ritmo cadenciado do relógio permanecia ressoando…