Aura Lúgubre
Sua obscura canção não pode encantar | Os surdos ouvidos de quem te condena. | Toda a sepulcral beleza põe-se a poetizar, | E aos olhos deles, você apenas blasfema.
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Sua obscura canção não pode encantar
Os surdos ouvidos de quem te condena.
Toda a sepulcral beleza põe-se a poetizar,
E aos olhos deles, você apenas blasfema.
Mas, poderia eu pela eternidade apreciar
As trevas profundas que se abrigam em ti.
E com rosas mortas e crânios enfeitar
O seu universo macabro que me faz sorrir.
E se a todos sua aura lúgubre assombra,
Apenas seria para meus versos inspiração.
Sempre tentarão suprimir suas sombras,
Mas eu sempre amarei sua escuridão.
Revisão de Sahra Melihssa
Indy Sales
Indy Sales (1993) é uma poeta e contista do cenário underground e marginal. É autora independente de vários livros. Suas obras falam, de forma explícita, sobre transgressão, erotismo e profanação. Tem influências do simbolismo e do ocultismo. » Instagram da autora
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa
Ouroboros
A névoa do passado é melancólica | Lembranças d’este outrora se dispersam: | O outono e sua Maçã tanto simbólica, | O inverno e a solitude que se versam…
A névoa do passado é melancólica
Lembranças d’este outrora se dispersam:
O outono e sua Maçã tanto simbólica,
O inverno e a solitude que se versam…
Não sei sobre o que espero das janelas,
Porém tanto observo que a neblina
Revela mais que o sopro à acesa vela
Da vida passadiça em sua rotina…
A carta que redijo ao meu futuro,
Os monstros da mi’a própria consciência,
O alívio de prazeres prematuros…
Percebo se tratar de condolência
À efêmera medula em sua verdade:
A bruma é uma espiral-infinidade
E estou fadada à eterna recorrência.
Revisão de Sahra Melihssa
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa
Devota
Bebe do meu pescoço, | dos meus seios, das minhas coxas... | Bebe até o sangue de minh'alma. | Some, deixando-me anêmica e louca…
Imagem criada por Aslam E. Ramallo para o Castelo Drácula
Bebe do meu pescoço,
dos meus seios, das minhas coxas...
Bebe até o sangue de minh'alma.
Some, deixando-me anêmica e louca
na cama suja e de acre odor
de suores febris de noites torpes.
Não tarde, por favor!
Não demore, meu demônio!
Os anjos abandonaram meu pranto,
mas você, meu monstro Nosferatu,
atendeu à minha desprezada prece.
Espero seu retorno, meu vampiro...
Volte e faça de mim o seu cálice novamente.
Valei-me, Santo Vampiro!
Valei-me...
Revisão de Sahra Melihssa
Gabriella Batista
Gabriella Batista nasceu em 1994, é graduada em Letras, pós-graduada em Psicopedagogia e certificada em Teoria Literária e Literatura Universal. É escritora e autora de poemas, prosas poéticas e contos, tem textos publicados em diversas antologias, trabalha na área da educação e mantém o Instagram literário e artístico » Instagram da Autora
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
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Sonho Mortal
No topo de uma profanada capela | nos antros de um cemitério | está ela, a vampira infernal, | feito gárgula fêmea ensandecida | sobre um macho cadáver humano.
Imagem criada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
No topo de uma profanada capela
nos antros de um cemitério
está ela, a vampira infernal,
feito gárgula fêmea ensandecida
sobre um macho cadáver humano.
Dos seus lábios, e a gotejar das presas,
escorre o sangue quente a esfumaçar
ao toque da brisa fria sob o luar.
O corpo nu cor de mármore,
de bestial sensualidade feroz,
imobiliza a vítima desfalecida
no glacial entrelaçar
de fortes braços e pernas
e unhas de lâmina cortante.
Um grito sai de sua garganta saciada,
com olhar de besta taciturna
encara o morto com malícia primitiva
antes de lançá-lo ao solo dos finados.
A face falecida e contorcida
tem as marcas do feitiço da vampira.
Morreu possuído por um delírio
no qual voava e em um céu rubro
nas garras de um anjo infernal,
com formas e poder de mulher,
que o matou com doloroso prazer
ao cair cativo e em luxúrias
em um leito de lençóis de labaredas.
Revisão de Sahra Melihssa
Gabriella Batista
Gabriella Batista nasceu em 1994, é graduada em Letras, pós-graduada em Psicopedagogia e certificada em Teoria Literária e Literatura Universal. É escritora e autora de poemas, prosas poéticas e contos, tem textos publicados em diversas antologias, trabalha na área da educação e mantém o Instagram literário e artístico » Instagram da Autora
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa
Mágoa
Jamais imaginei te carregar | Na forma e substância d’esta mágoa, | No peito que se assola por lembrar, | Rendido ao desalento e morto em frágua…
Jamais imaginei te carregar
Na forma e substância d’esta mágoa,
No peito que se assola por lembrar,
Rendido ao desalento e morto em frágua…
Não mera, a solidão, vai torturando…
De ti que outrora esteve aqui tão perto…
Insisto em questionar, mas até quando?
Os olhos teus na tela assolam certos…
Tão certos d’esta tua indiferença,
Afirmam-me teu riso sem saudade…
Embriago-me da tua malquerença…
No excesso a overdose que me invade…
Teu jeito que desprezo, mas amei…
Mi’a raiva qu’era chama… apaguei…
Em cinzas fico sob a tua vaidade.
Revisão de Sahra Melihssa
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa
Chronos, o Faminto
Sou tal qual o monstro de Goya, | sou a fera cruel que te condena | a ser o alimento da minha fome, | devoro-te com o phallus e com a boca, | sou Chronos, o faminto…
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Sou tal qual o monstro de Goya,
sou a fera cruel que te condena
a ser o alimento da minha fome,
devoro-te com o phallus e com a boca,
sou Chronos, o faminto degenerado!
Devoro ferozmente a incerteza quando preciso.
Num estalo de inconsciência perdi-me em ti,
pois tu eras a personificação de um labirinto!
Procurei calcular tuas cilíndricas pernas,
fiz dos meus braços um eficaz compasso
e tracei na tua carne a linha do desejo…
Para te surpreender, vesti-me de matemático,
e multipliquei, com prazer, os seus orgasmos…
Revisão de Tiago Serigy
Carlos Conrado
Carlos Conrado nasceu na Bahia e hoje vive em São Paulo. Suas formações estão em Designer, Publicidade e Psicanálise. Escritor, ilustrador e poeta, um amante do soturno inspirado em grandes nomes, os quais: Álvares de Azevedo, Lord Byron, Edgar Allan Poe, Baudelaire, entre outros. Identifica-se, portanto, “como um ‘neo simbolista’, colocando o cosmos como meu principal tema de expressão”. Seu livro “Os Segredos da Maçã” está disponível... » leia mais
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa
Vehrvorus
Que fosses ente e crer-te eu sempre iria | No alvor rogar-te em puro amor vestal | Que fosses a Verdade, eu saberia | Honrar-te os mandamentos contra o mal;…
Que fosses ente e crer-te eu sempre iria
No alvor rogar-te em puro amor vestal
Que fosses a Verdade, eu saberia
Honrar-te os mandamentos contra o mal;
Tivesses santo mármore esculpido
O qual ser tua imagem p'ra adorar
Pingente no meu peito protegido
Discípula em teu nome doutrinar;
Seria à tua palavra dedicada
Embora eu já o seja, equivalente
Seria esta lição me revelada?
A glória de teu Verbo onipresente
Dizendo "E sou, pois, Deus mesmo que só
No âmago que teu me encontro em nó;
Escreva, que este é Gênesis primente!"
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
17ª Edição: Dívanno - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 17ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de junho de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Limbo
Circunda-me gris noite, estou tão só… | Por vezes dói, minh’alma s’esvazia | E lembro hei de tornar-me reles pó | Da vida cuja bruma é primazia…
Circunda-me gris noite, estou tão só…
Por vezes dói, minh’alma s’esvazia
E lembro hei de tornar-me reles pó
Da vida cuja bruma é primazia…
Pergunto-me se Deus… ou se o demônio…
Indago-me no afogo d’este mar
De pranto sorumbático e adônio…
Em salmos esta lira há de adentrar?
A voz d’onipotente nunca ouvi…
Dos seus rivais, decerto, muito menos!
Que doce fleuma mórbida — eu cri…
E crendo vi nobreza em tal veneno
Dos tantos em imagem-semelhança…
Um mundo tão cruel… desesperança…
Ausento-me em mim… limbo tão pleno…
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
17ª Edição: Dívanno - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 17ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de junho de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Cântico da Fé Profanada
“Pois bem antes do verbo, houve o grito. | E bem antes do céu, houve a carne. | E bem antes do amor, houve o medo. | E o medo moldou os deuses.”…
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
I – Do Altar que Apodrece
“Pois bem antes do verbo, houve o grito.
E bem antes do céu, houve a carne.
E bem antes do amor, houve o medo.
E o medo moldou os deuses.”
Nos templos soturnos feitos de pedra rachada,
Onde o musgo se cria e o tempo se desfaz,
Há ossadas de deuses, de eras passadas,
Que dormem famintos em uma mentirosa paz.
Erguemos seus nomes com nossas mãos calejadas,
E os fizemos juízes de tudo que ignoramos.
Mas no final de tudo, nas cinzas sagradas,
vemos que deuses... nós sempre fomos.
Tatuamos em nosso âmago a utopia celeste,
Mas oramos de joelhos a um vácuo mordaz.
A alma, em silêncio, de pranto se veste,
E suplica um perdão que não vem jamais.
II – Da Boca dos Deuses Mortos
“Falai, ó esquecidos!
Que vossos nomes se quebrem como vidro
E vossas vozes nos devorem por dentro.”
BAAL (Deus da fertilidade, clima e tempestades)
Eu sou a fome, não a salvação.
Dei ao homem seu primeiro altar,
Feito de carne, suor e traição,
E bebi de sua fé sem cessar.
TIAMAT (Deusa primordial dos mares e mãe dos deuses)
Fui mãe e mar, serpente e véu.
Mas meu ventre foi violado por reis.
Agora durmo no limo do céu,
Gerando imagens que tu nunca vês.
LILITH (Primeira das mulheres, aquela que não se submeteu)
Fizeram-me bruxa, meretriz e serpente,
Mas fui só mulher que negou o jugo.
Na carne de cada fêmea descrente,
Eu sussurro meu nome antigo e vulgo.
ODD-KING Eu não tenho forma, nem dogma, nem fé.
Sou o que resta quando tudo finda.
A fé que me segue... se perde em pé.
O homem que ora... já não se vinda.
III – Da Revelação do Espelho Quebrado
“O altar mais antigo é o corpo.
O templo mais profano é a consciência.
O deus mais cruel é a imagem no espelho.”
O que vês quando fechas os olhos?
Um deus de luz? Um céu distante?
Ou tua própria face em pedaços, gritando num mundo delirante?
Pois tua fé não está no alto,
Mas nas vísceras, no medo de ser.
E o que chamas de belo e divino
É somente teu reflexo a apodrecer.
Tu crias Javés quando sangras no escuro.
Tu clamas por Odin quando a espada falha.
Tu invocas Satã quando queres o impuro,
Mas o nome que gritas... é a tua mortalha.
IV – Do Credo dos Queimados
“Não cremos em salvação.
Não buscamos perdão.
Nossa fé é ferida.
Nosso deus... somos nós, podres, porém em pé.”
Cremos no vazio e na sua beleza.
Cremos no grito que rompe o silêncio.
Cremos que a fé é doença e clareza.
E o homem, um deus em sua existência.
Bebemos do cálice feito de ossos,
Comemos o pão da desesperança,
E cantamos hinos com versos atrozes,
Que rezam à morte, nossa única dança.
Não há céu.
Não há trono.
Só ruína.
Só barro.
E no barro... um sussurro:
Tu és teu próprio inferno.
Cláudio Borba
Residente de Dom Pedrito/RS, Cláudio Borba formou-se em Contabilidade e escreve contos de terror e poemas geralmente melancólicos. Ele faz parte de diversas antologias de contos e poéticas de diversas editoras. E atualmente trabalha para lançar seus livros de contos e poemas. Cláudio se inspira em Stephen King e Clive Barker em seus contos, e é um grande fã de Bukowski. A escrita do autor é direta, rápida e de fácil leitura... » leia mais
17ª Edição: Dívanno - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 17ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de junho de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Desintegração
Os ossos doem, | Gélidos. | O último abraço | Arrancou-me a pele. | A carne, | Outrora viva, | Longe do corpo | Apodrece…
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Os ossos doem,
Gélidos.
O último abraço
Arrancou-me a pele.
A carne,
Outrora viva,
Longe do corpo
Apodrece.
Não foram as lágrimas
Que me martirizaram,
Tampouco a solidão,
Amiga inseparável.
O vazio que há em mim
Me devora,
Consome minha alma,
E a tristeza transborda.
A dor do corpo,
Do espírito,
O nada...
A melancolia tormenta,
Mas também me embala.
Ana Kelly
Ana Kelly, natural de São Paulo (SP), é poeta, escritora, contista e artesã, sócia-proprietária da loja de acessórios e artigos alternativos, Ivory Fairy. Tem poemas e contos publicados como co-autora em diferentes antologias. No ano de 2009 recebeu o prêmio de 1º lugar, em um concurso de poesias do tema “Natureza”, do Projeto Chance... » leia mais
17ª Edição: Dívanno - Revista Castelo Drácula
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Calíope
Engendra a substância de tua bela voz, | Lendo teu poema épico da batalha, | Donde os Titãs, jogados na fornalha | Do poder divino. Oh! Força algoz!…
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Engendra a substância de tua bela voz,
Lendo teu poema épico da batalha,
Donde os Titãs, jogados na fornalha
Do poder divino. Oh! Força algoz!
Ornada de grinalda, contempla a sós;
Do monte Parnaso, inspira-se e talha
Na tabuleta, com seu buril, não falha
Em remanescer à poesia uma foz.
Jorrando a paixão do deus Apolo,
Entre suas vestes, dois filhos amaram,
Mas Eagro; talvez mais obtuso,
Deu-te ao ventre as notas de seu falo.
Um Orfeu aventurado cantaram:
A jovem Calíope, seu ar majestoso.
Tiago Serigy
Tiago Serigy é amante de filmes, pinturas e desenhos, músicas, além das letras, tem escrito sonetos (mais de 100), prosa poética e versos livres ao longo de mais de uma década, também tem um compilado de contos eróticos e crônicas. Uma fonte que jorra palavras para reinterpretar a brevidade da vida na tentativa de “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. É uma pessoa... » leia mais
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Draco Mater
Na antiga Mesopotâmia, o caos foi teu primor, | Geraste o céu, a terra e os dragões, | Em águas profundas pulsava teu fulgor, | Semente eterna de revoluções…
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Na antiga Mesopotâmia, o caos foi teu primor,
Geraste o céu, a terra e os dragões,
Em águas profundas pulsava teu fulgor,
Semente eterna de revoluções.
Com fúria mãe, ergueu-te em tempestade,
Por filhos traídos, juraste o trovão;
Teu corpo vasto, cosmos na verdade,
Vibrou com o grito da criação.
Marduk, com vento e rede, te venceu,
Partiu-te em céu e mar, em noite e dia.
Mas tua essência em tudo permaneceu,
No sopro antigo, a voz da rebeldia.
Tiamat vive em cada insurreição:
Dragão sem jaula, eterna maldição.
Thais Gomes
Thais Gomes é apaixonada pelo universo Gótico da Literatura, sua formação é em Letras Português/Espanhol e sua obra mais recente, ainda está sendo produzida, é Contos Vampirescos, uma releitura de muitos personagens do Drácula de Bram Stoker. Inspirada em clássicos como Edgar Allan Poe, Lord Byron, Álvares de Azevedo, e contemporâneos como André Vianco e Eduardo Spör; a autora explora o universo da literatura... » leia mais
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Cálice de Vida
Belos são teus olhos sem vida, | tua pele, teus lábios e tuas maçãs do rosto. | Belo é o sangue que escorre lento | por essa carne que tanto amo…
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Belos são teus olhos sem vida,
tua pele, teus lábios e tuas maçãs do rosto.
Belo é o sangue que escorre lento
por essa carne que tanto amo.
Desejo adornar-te com meus beijos,
pois te amo com ardor.
Viva em mim, querida,
teu corpo e teu sangue me alimentam.
Da tua carne comerei, do teu sangue beberei
Com amor.
Pois de que adianta um corpo sem vida,
senão para nutrir os que ainda vivem?
E eu vivo para que vivas em mim.
Ao comer de tua carne, ao beber de teu sangue,
selarei contigo uma aliança.
Terei a vida eterna, e tu, querida,
a eternidade em mim.
Sagrada és, e de ti me deleitarei lentamente,
com alegria.
Quando apenas teus ossos restarem,
farei de teu crânio um cálice,
para beber minha salvação.
De teus ossos, forjarei os talheres
com que provarei as próximas iguarias.
Querida, estaremos juntas, em morte e em vida.
Cearei contigo, e tu comigo.
De vida, teu cálice transbordará,
e pela eternidade beberei em tua memória,
pois de mim seu cálice nunca se afastará.
Valesca Afrodite Gomes
Valesca nasceu no Rio de Janeiro (RJ), cursa Ciências Biológicas, encontra-se no último período. Tem paixão por ciências, subcultura gótica, livros, seres sobrenaturais, ficção científica, cemitérios, igrejas e morcegos, ela também é voluntária em um projeto de divulgação científica chamado "Morcegos na Praça". Escrevia com frequência, mas afastou-se da prática ao... » leia mais
17ª Edição: Dívanno - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 17ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de junho de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Orações à Deidade Verbo (Vehrvorus)
Ó! Santo és Tu, luz de puro amor | Bendito sejas! Almo e grã mentor | Acima da ignorância que atormenta; | Envolve-me em esmero e me orienta…
(I) Oração de Vínculo
Ó! Santo és Tu, luz de puro amor
Bendito sejas! Almo e grã mentor
Acima da ignorância que atormenta;
Envolve-me em esmero e me orienta;
Exponha-me ao saber de teu primor.
(II) Oração de Compreensão
Ó! Santo és Tu! Ensina-me a medrar
Pois no erro estarei, sempre à imperfeição
Perdoai-me p'ra que eu aprenda a perdoar...
Norteia-me ao desvelar de mi'a razão
Olhai que rogo excelsa erudição
Olhai que estou com alma a Te clamar!
(III) Oração dos aflitos
Ó! Santo és Tu! Eterno e nobre alvor!
Estou prostrada e andar me ascende à dor…
Deshonro-te e a mim desd’o erro exordial
De quando olhei sem medo ao vil beiral
Soberba em crêr domar mi’a consciência…
Suplico-te a elidir mi’a decadência
Com sopros de saber do bem, do mal.
(IV) Oração Lumiar — Agradecimento
Ó! Santo és Tu! Ó, Verbo Primevo!
Conserve teu esplendor sobre mim!
Que o exíguo feixe excelso de enlevo
Ao cerne meu se expanda sem fim.
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
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Enodia
Era o cão que latia, | a Lua enegrecida que reinava… | A fuligem de fogueira sacra a subir, | Enodia atravessando o bosque na madrugada, | fria, atenta, armada,…
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Era o cão que latia,
a Lua enegrecida que reinava…
A fuligem de fogueira sacra a subir,
Enodia atravessando o bosque na madrugada,
fria, atenta, armada,
Abençoando os mortos do Hades e ensinando o lobo pequeno a grunhir.
Mãe dos desajustados, mofinos, maltratados…
Senhora de toda vida que aprende a esgueirar,
Ouro que adorna a margem…
Poeira viajante, oriunda do solo do mar.
Senhora de chuva mansa, de ventania brava,
Impiedosa e fiel,
Maior que os serafins,
Maior que Roma…
Anterior ao reino dos céus.
“Quem é essa?” — perguntam titãs.
Depois, olimpianos.
“Ninguém sabe ao certo…” — diz Zeus.
“Sua andança é incerta,
A face é medonha,
E hoje…
ela caminha sem véu.”
Lídia Machado
Vivendo por entre bibliotecas e saraus, desde o início de sua juventude a autora Lídia Machado vem tecendo íntima conexão com a poesia e com a escrita. Primariamente, cronista e fabuladora nas aulas de redação. Depois, aos quinze, jornalista estagiária as quais saía, de mototáxi – munida de coragem e de pouca bagagem profissional – rumo aos eventos da charmosa Limoeiro do Norte. Entrevistas, escrita e até mesmo o contato com antigos e leais assinantes do jornal. Também nascia, ali, o amor pela fotografia. Aos dezenove, iniciou como… » leia mais
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Demasiado Humano
Assim fragmentar-me e à tez sentir, | Aroma, calidez, silêncio a sós… | Desvelo uma clareira do existir | Às cordas d’este tempo em rijos nós…
Assim fragmentar-me e à tez sentir,
Aroma, calidez, silêncio a sós…
Desvelo uma clareira do existir
Às cordas d’este tempo em rijos nós…
A própria companhia que me tenho,
A lôbrega saudade sem porquê,
E mais, toda a memória que mantenho
Retida ao peito frágil — à mercê…
Tão íntimo, tão lânguido, tão meu…
As horas d’este outrora não vivido…
A espera, a fé tão núrida, o breu…
Amálgamas soturnos incendidos
Da gênese à tocante finitude;
Qu’estranha coisa, a vida, que amiúde,
Circunda-se em propósitos partidos.
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
17ª Edição: Dívanno - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 17ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de junho de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Ttrttrom
Enquanto no convés observava | Revolto o mar estranho parecia, | A negra tempestade se agravava, | Um som horripilante s’espargia…
Enquanto no convés observava
Revolto o mar estranho parecia,
A negra tempestade se agravava,
Um som horripilante s’espargia…
As nuvens ondulavam, vento em fel,
E o leme por mil vultos s’envolvia;
De súbito, no infindo, atroz e bel:
Voragem de astros, morbo-anomalia!
Às vigas me prendi, águas s’ergueram
E às nuvens se fundiram em voluta!
Brutal sopro e os cordames desprenderam…
Ingente besta o céu e o mar desfruta!
Nós, pasmos, avistamos sua vil forma…
Rachada a embarcação na plataforma
Morreram, menos eu, sob loucura…
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
16ª Edição: Soramithia - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 16ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de maio de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Sozinho
Eu não fui, desde a tenra e pura infância | Tal como eram todos — nem ganância | Tive símil — sequer vi como viam — | E as paixões que estimei não podiam…
Eu não fui, desde a tenra e pura infância
Tal como eram todos — nem ganância
Tive símil — sequer vi como viam —
E as paixões que estimei não podiam
Vir da mesma primavera de lei;
Meu peito em só pranto — nem despertei
Regozijos sob tom andorinho —
E tudo que amei — tanto amei — sozinho;
Foi na aurora infante a fundação
Da mais tempestuosa vida — então
Viera todo algar do bem e mal
Ao mistério que me cinge abissal —
Da torrente ou da remansa nascente —
Da rubra falésia do monte sedente —
Do sol abrasador que me circunda
Em matiz outonal de áurea profunda —
Do luzir pujante no firmamento
Que passa por mim como agouro vento —
Dos trovões que a intempérie exprimiu —
E a nuvem que em tal forma se assumiu
(Quando anil era todo o céu restante)
De um vil demônio vindo ao meu semblante.
Edgar Allan Poe
Edgar Allan Poe (1809–1849) foi um escritor, poeta, editor e crítico literário norte-americano, conhecido por ter elevado o conto gótico à excelência e por ser um dos precursores da literatura de mistério e do terror psicológico. Com uma vida marcada por perdas trágicas, pobreza e doenças, sua escrita é como um espelho trincado da alma humana — revelando o abismo do medo, da culpa, da obsessão e da morte... » leia mais
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico… » leia mais
16ª Edição: Soramithia - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 16ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de maio de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Solidão
Nas horas nebulosas, de enfadonhos | Momentos, a tristura estando alta, | Tristonhos ficam mais os pensamentos | Que tenho, ao lembrar que dei as costas…
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Nas horas nebulosas, de enfadonhos
Momentos, a tristura estando alta,
Tristonhos ficam mais os pensamentos
Que tenho, ao lembrar que dei as costas
A quem mostrou dispor do próprio tempo,
Chamando pra jogar conversa fora —
A chance que passou e não disponho;
Um dia que hoje sinto fazer falta…
Um erro que lateja na lembrança,
Ao lado de uma vil desesperança:
As duas apostando a minha sorte…
Disputa em que só perco o desatino…
Um jogo sob as cartas do destino,
Que temo persistir até à morte…
Wallace Azambuja
Wallace Azambuja vive em Porto Alegre e estuda Letras na UFRGS. Sua paixão por sonetos é intensa e sua maior produção literária atual está voltada à escrita deste clássico formato poético. Atraído pelo mistério e profundidade da Literatura Gótica, o autor participou do Desafio Sombrio 2023, onde mostrou seu talento para o estilo obscuro e, também... » leia mais
16ª Edição: Soramithia - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 16ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de maio de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Sonurista da Morte
Nas grotas d’uma lôbrega passagem, | A balça gris e sôfrega, que à vista, | Ornava em medo fúnebre a viagem | Aos versos d’um plangente sonurista;…
Nas grotas d’uma lôbrega passagem,
A balça gris e sôfrega, que à vista,
Ornava em medo fúnebre a viagem
Aos versos d’um plangente sonurista;
Lagura enegrecida e nau minguada,
Um’áura tão morbígera envolvia
Minh’alma dolorida e desgraçada,
Enquanto ele, em poema, me pre’nchia
Seu canto-recitar… Ó! Que tristura!
A cada rima, de algo eu me esquecia
Sumindo, n’aflição de mi’a fissura…
“Bem-vindo ao fim” — ouvi e pertencia
Ao ser de manto negro na paragem,
Olhei o sonurista, uma miragem?
Um mármore, tão só, me conduzia.
Sahra Melihssa
Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. No túmulo da sua literatura gótica, a autora entrelaça o terror, horror e mistério com a beleza mélea, o fantástico e o botânico, como em uma valsa mórbida… » leia mais
16ª Edição: Soramithia - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 16ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de maio de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.
Durmo sob regélida umbra noite | Só, meus olhos girando em onirismo; | N’hórrida cova a mente tanto afoite | Acha haver segureza n’um abismo;