Clausural

Criado para o Castelo Drácula com Midjourney

Ata-se um nó na minha garganta,
Me rasga a voz em finíssima seda,
E o espinhoso arbusto na vereda
me enlaça em firmeza tanta.

Sofro o sangramento dos poetas,
Existo sem saber por onde vou,
Resisto sem saber do que restou
das larvas que estavam quietas.

Repouso num berço de peçonha,
E o meu peito - esse lugar vazio -
Canta uma fé de louvor tardio
enquanto minh'alma sonha.

Sou da víbora a presa atraente,
E em seus dentes, lâminas vis,
Escorrem as gotas mais gentis
de um veneno que se bebe
quente.

Texto publicado na 4ª edição de publicações do Castelo Drácula. Datado de abril de 2024. → Ler edição completa

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