Clausural
Criado para o Castelo Drácula com Midjourney
Ata-se um nó na minha garganta,
Me rasga a voz em finíssima seda,
E o espinhoso arbusto na vereda
me enlaça em firmeza tanta.
Sofro o sangramento dos poetas,
Existo sem saber por onde vou,
Resisto sem saber do que restou
das larvas que estavam quietas.
Repouso num berço de peçonha,
E o meu peito - esse lugar vazio -
Canta uma fé de louvor tardio
enquanto minh'alma sonha.
Sou da víbora a presa atraente,
E em seus dentes, lâminas vis,
Escorrem as gotas mais gentis
de um veneno que se bebe
quente.
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