Reles
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Eu sou um reles
não mereço nem desprezo
O desespero foi minh'única companhia
Me deixando ímpar no enfado deste inóspito
Eu sou um reles, como muitos que rastejam
Somente a poeira faz do meu caminho desvio
A lama do caos como um encosto se lambuzou de mim
Pesou sobre a carcaça
Me transformou em destroço
Até mesmo a vontade de se suicidar largou este enfermo
Sem nem sucesso para o fracasso
Eu sou reles,
Nem para a morte eu sirvo
O amor fez esquina longe de mim
E nem calçada passa em frente daquilo que o céu afastou de abrigo
Até o túmulo é esquivo
A cova é rasa porque só se deve perder tempo com profundezas da alma
Nem os urubus se alteram
A paixão quando jovem chegou em mim a partir dos olhos d'água noturna de uma gata
Mas só a mentira do desejo fez par comigo
Hoje, nem a mentira perde seu tempo com a desilusão da minh'alma
E sem vida continuo.... reles
Tiago Serigy
Tiago Serigy é amante de filmes, pinturas e desenhos, músicas, além das letras, tem escrito sonetos (mais de 100), prosa poética e versos livres ao longo de mais de uma década, também tem um compilado de contos eróticos e crônicas. Uma fonte que jorra palavras para reinterpretar a brevidade da vida na tentativa de “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. É uma pessoa... » leia mais
Agonihria - 22ª Antologia Digital do Castelo Drácula®
Esta obra foi publicada e registrada na 22ª Antologia Digital do Castelo Drácula®, datada de junho de 2026. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula®. Todos os direitos reservados ©. » Visite a publicação completa
Durmo sob regélida umbra noite | Só, meus olhos girando em onirismo; | N’hórrida cova a mente tanto afoite | Acha haver segureza n’um abismo;