Turba

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula

Oh, tropéis insanos, vozes se aglutinam
Marchando silvos de compassos trôpegos
Junto aos metais, a miséria, aos córregos
Por onde se ouve o baforo dos que andam  

No soar do açoite as turbas marcam
As horas da rua vaga, e disperso
Com o lápis e papel na mão, imerso
O poeta saúda aos mortos que emanam 

As horas da rua vaga são fardos
O tempo novamente soa o açoite
Das quimeras flamejando por todos’ lados 

Oh, poeta, mamífero enjeitado
Como queria cingir até à noite
Mas a cada letra testemunha a própria morte.

REVISADO POR SAHRA MELIHSSA

Escrito por:
Tiago Serigy

Tiago Serigy é amante de filmes, pinturas e desenhos, músicas, além das letras, tem escrito sonetos (mais de 100), prosa poética e versos livres ao longo de mais de uma década, também tem um compilado de contos eróticos e crônicas. Uma fonte que jorra palavras para reinterpretar a brevidade da vida na tentativa de “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. É uma pessoa... » leia mais
20ª Edição: Revista Castelo Drácula®
Esta obra foi publicada e registrada na 20ª Edição da Revista Castelo Drácula®, datada de fevereiro de 2026. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula®. Todos os direitos reservados ©. » Visite a Edição completa

Leituras recomendadas para você:
Anterior
Anterior

Boldo

Próximo
Próximo

Tristeza Abissal