Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula

Neste lugar que é a escritura, perco a identidade do meu próprio corpo.

Sou todas as mulheres e o amor que geraram

Bêbado da cachaça e a ressaca do verão

Vertido em leituras que fiz a vida inteira e ainda as que me restam. Esses mortos me atordoam e os passo ao papel no momento em que sofro de paixão e angústia.

O escritor apenas repete sem originalidade todas as maldições que aprendeu.

Sinto que você tem medo de desejar profundamente e te escrevo no papel vazio

Sou tragado, rasurado e posto a nu, suscetível a uma avalanche de outras ideias

Sinto o amor e escrevo a dor

Sou ultrarromântico e quero morrer, sou um revolucionário e quero volver o futuro em fúria

É nesse campo aberto da folha que a vida rasura o poeta

Rascunha caminhos

E quando me lerem desejo que cada palavra toque em absurdo, porque serão as palavras de um morto.


Escrito por:
Tiago Serigy

Tiago Serigy é amante de filmes, pinturas e desenhos, músicas, além das letras, tem escrito sonetos (mais de 100), prosa poética e versos livres ao longo de mais de uma década, também tem um compilado de contos eróticos e crônicas. Uma fonte que jorra palavras para reinterpretar a brevidade da vida na tentativa de “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. É uma pessoa... » leia mais
Agonihria - 22ª Antologia Digital do Castelo Drácula®
Esta obra foi publicada e registrada na 22ª Antologia Digital do Castelo Drácula®, datada de junho de 2026. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula®. Todos os direitos reservados ©. » Visite a publicação completa

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