Escrito por Leonardo Garbossa, -Poesias Leonardo Garbossa Escrito por Leonardo Garbossa, -Poesias Leonardo Garbossa

Pela Fria Noite

Ádito aos templos, me detenho. | Corpo gravado com feitiços e magias, contemplo. | Lisonjeira mãe, que na escuridão oculta a todos | com garras soturnas…

Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula

Ádito aos templos, me detenho.
Corpo gravado com feitiços e magias, contemplo.
Lisonjeira mãe, que na escuridão oculta a todos
com garras soturnas que me forçam a cair em seus engodos 

Professa em meus ouvidos palavras adocicadas e poderosas.
Realizações que se farão, para mim, onerosas.
Cantemos, noite adentro, em belo dueto.
Tuas mãos a dar vida ao derradeiro soneto 

A última obra de nossas entristecidas vidas,
Que jazem, aqui, totalmente despidas.
Talvez somente no frio do túmulo vazio
teremos nosso canto livre de desvio.

Texto publicado na Edição 10 - Aborom, do Castelo Drácula. Datado de outubro de 2024. → Ler edição completa

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