



Edição 1 - Janeiro de 2024
Capa: Glauco Moura

Mensagem da Anfitriã
O Destaque do mês
Contos Penumbrais
Relembre
Sepulcro Poético
Artista convidado
Artigos e Resenhas

“Beijo Estranho” — Glauco Moura


Sejam todos bem-vindos à primeira edição do Castelo Drácula. Nossos membros oficiais do Castelo dedicaram suas energias vitais na criação de obras fantásticas para os leitores amantes de terror, horror, mistério, suspense, introspecção, reflexão existencial e ultrarromantismo — entre outros derivados do universo da Literatura Gótica. Estas obras estarão disponíveis aqui, para a degustação livre.
Tenho apreço imensurável por este projeto, tê-lo criado é uma realização pessoal e sinto-me radiante em vê-lo tomando forma e força. Agradeço aos leitores, apoiadores e membros do Castelo Drácula. Tudo o que faço é com um carinho pessoal a todos vocês e sempre em nome da Literatura.
Sara Melissa de Azevedo


Destaque do mês
A vida é curta, disse-lhe a ciência. | Curta demais para dizer um não... | Tão curta que só de pensar na ausência | sente Isabel pesar o coração…
Vê, meu amigo, a dor deste lugar... | Que figura se mostra ao teu olhar, | da qual podes dizer: esta conheço!? | Qual nome hoje se mostra à sepultura…
Vê, meu amigo, a dor deste lugar... | Que figura se mostra ao teu olhar, | da qual podes dizer: esta conheço!? | Qual nome hoje se mostra à sepultura…
Preso aos limites de um castelo antigo, hoje me encontro, mas não era assim quando eu andava só floresta adentro a matar infiéis…
Ergue o olhar ao céu de turno em turno
a consultar um livro atentamente,
assim é que ela aguarda paciente…
Neste lugar de paz e de saudade,
a dura realidade se comprova,
em cada tumba aberta se renova…
Thiago foi o primeiro a se inscrever para participar do Castelo Drácula, por isso, nessa edição, o seu poema está em destaque.
Ler o que Thiago escreve é como mergulhar em um oceano obscuro e silencioso; o autor transmite uma imensurável profundidade. Seus temas são intrínsecos, é como estar sentado sobre uma lápide olhando para a imensidão acima em busca de quaisquer resquícios de compreensão da existência.
Certamente a poesia gótica requer essa voltar-se a si mesmo à sua humanidade, de maneira que as angústias que constituem nossa existência no mundo tenham espaço para se desvelarem. Em um mundo que venera a distração, poesias como a de Thiago são inestimáveis para a sociedade.
Comentário de Sara Melissa de Azevedo

Desde o princípio mais remoto da caminhada da humanidade por essa terra, o homem, esse magnífico ser pensante, utilizando-se de sua singular capacidade de raciocínio, sempre…
Tomou-me o livro das mãos, ardil, com dor e fúria nos olhos. — Escute-me. Preciso de um ouvido. — pediu, com tom…
O desejou a vida inteira. Secretamente clamou por sua chegada. Nada no mundo a deixava mais radiante do…
Após ter sofrido toda a dor possível — e impossível — ao ter revelado meu amor à pessoa amada e não ter sido correspondida…
Fechei a porta a procura de concentrar-me em meu próprio luto, pois tortura-me pensar a respeito do que ocorre após…
Espero que esta mensagem a encontre bem e revigorada. Como solicitado, venho compartilhar…
Desde o princípio mais remoto da caminhada da humanidade por essa terra, o homem, esse magnífico ser pensante, utilizando-se de sua singular capacidade de raciocínio, sempre…
Todos os acontecimentos aqui narrados aconteceram entre o verão de 2020 e o inverno de 2021. Resolvi reunir todos meus registros sobre o caso, cada nota, cada página…


Tivéssemos mantido uma amizade, | Um algo a mais que um ínfimo contato… | Possivelmente além de aproximados, | Bem mais…
Sonhei que caminhava | Por longo bosque escuro | E o vento mui soprava | Nas breves, vãs, clareiras | Ardores inseguros…
De tudo o fim somente é garantia, | Certeza inevitável do incompleto — | Um fio de luz que haja, e, sem saídas, | Retorna…
Perfeita!… Assim mantenha, não se mova! | Não há de ser difícil tal retrato… | Procure observar o resultado…
Deixada em um canteiro a flor de outrora, | Germina ao lado um pé de nova estima… | Nas elucubrações ela se enrosca …
O ciclo de esquecimento transmutado em alegoria, | Vigora o perdão, | incorporado em mim como terapia…
Nos lugares mais recônditos da mente, | O obtuso “ser” que em tolices parecer… | No íntimo de apaziguar-se a maneira brusca…
Saval, num dia triste de outono, | Passando a limpo toda a sua história…
As mulheres e crianças liberdade receberam | Podendo viver, livres, sem receio; | Pedra seus corações se tornaram, | Na cidade onde os homens nada falam…
Se eu pudesse me dobrar ao seu sorriso
Lábios vermelhos, repletos de mistério
Flertando a beira do abismo…
Ergue o olhar ao céu de turno em turno
a consultar um livro atentamente,
assim é que ela aguarda paciente…
Neste lugar de paz e de saudade,
a dura realidade se comprova,
em cada tumba aberta se renova…


Olá, meu nome é Glauco Moura e GlaucoVerso é o meu universo de criações. É o espaço que reflete o meu mundo interno para o mundo externo. É o espaço onde comunico e expresso minhas ideias, pensamentos e sentimentos, buscando criar experiências interessantes, intrigantes, marcantes e significativas para mim (durante o processo criativo) e para aqueles que se identificam com o meu trabalho, com o universo das artes sombrias. É nesse espaço que busco paz e contemplação frente às angústias e crises existenciais surgidas pelo drama da existência.
Glauco Moura é o artista convidado da primeira edição de publicações do Castelo Drácula, suas artes foram adicionadas aos textos de alguns de nossos autores para instigar o clima obscuro de suas produções literárias. Alguns autores se inspiraram nas artes de Glauco, no entanto, não há conexão direta entre o que foi criado pelo artista e o que foi escrito pelo autor, é apenas uma homenagem e também uma forma de divulgação de ilustradores brasileiros que apreciam profundamente a estética gótica.
Aprofundem-se nos trabalho de Glauco Moura: Site Oficial | Instagram | Linktr.ee
Sonhei que caminhava | Por longo bosque escuro | E o vento mui soprava | Nas breves, vãs, clareiras | Ardores inseguros…
De tudo o fim somente é garantia, | Certeza inevitável do incompleto — | Um fio de luz que haja, e, sem saídas, | Retorna…
As mulheres e crianças liberdade receberam | Podendo viver, livres, sem receio; | Pedra seus corações se tornaram, | Na cidade onde os homens nada falam…

Morrer é o que nos caracteriza e a morte é significativa para todas as instâncias da vida. Na Fenomenologia estuda-se a…
Jane foi criada praticamente como uma estranha, sem nenhum afeto por parte de sua tutora, sra. Reed, contando apenas…
Trees of Eternity foi uma colaboração musical entre o guitarrista finlandês Juha Raivio e…
No dia que o revés lhe bate à porta, | ele escuta a notícia lastimável | e implacável de que ela agora é morta, | que jaz num mausoléu inviolável….