Rubi Áurea
Uma obra escrita por Sara Melissa de Azevedo no universo de “As Crônicas do Castelo Drácula”.
Sinopse: Áurea Lihran escrevera suas terríficas e fascinantes vivências após despertar em um antigo castelo, o Castelo Drácula. Sem memória alguma de seu passado, ela buscou encontrar respostas e sentidos que guiassem a sua existência, mas, para isso, teve de fazer escolhas sombrias e ainda lidar com a sua estranha sede por sangue e o seu desconhecido poder. Este seu manuscrito foi deixado por ela, como volume único, na biblioteca do Castelo Drácula e, agora, por razões obscuras, ele está em suas mãos.
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Personagens que aparecem neste livro:
Sargento Anton Stefan Miahi, nascido em tempos de paz, educado para ser historiador e pensador, foi lançado ao tumulto da guerra contra os prussianos. Com 30 anos, vi-me arrancado de minhas reflexões e posto a cavalo, liderando homens em batalhas que desafiam a própria lógica que tanto prezo. Sou um homem de razão, porém, a guerra ensina que a racionalidade é uma vela frágil em meio aos ventos do caos.
_"Sou um filho da lógica, mas a guerra é um pai severo que ensina a loucura."_
Wallace é um estudante de humanidades que, após receber um misterioso convite para se fazer presente no chamado Castelo Drácula, sente-se impelido a aceitar e experienciar os atrativos do lugar: um espaço soturno, diferente de tudo o que já tinha visto, e anunciado como propício a escrita e leitura, suas maiores paixões.
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Capítulos
Essas foram as palavras que escrevi antes que o caos ganhasse forma e profundidade. O rapaz caído, arremessado através da porta de madeira…
Sem data — Meu despertar foi pesado. Lento. Tardei a abrir os olhos, como se houvesse em mim um receio instintivo de confrontar o que quer…
30 de Julho de 1871— Resolvi escrever como meu irmão fazia — hábito que nunca tive, mas que, por alguma razão, agora me parece necessário…
Sem Data — Já não sabia se era noite ou dia. As trevas da cela ocultavam até o tempo de minha mente. O ar da cela era denso, imóvel, como se…
Sem Data — O peso da vigília sufocava-me. O braço esquerdo, pesado como chumbo fundido, resistia a qualquer comando, uma prisão de carne e…
17 de agosto de 1871 — Minha chegada a solo romeno fora tardia. O inverno implacável no norte da Alemanha atrasara minha jornada em vários…
Meu inestimável, Escrevo estas linhas para narrar o inexplicável. Apenas ao rabiscar estas palavras, sinto a sombra daquela noite envolver-me como um manto frio, um toque…
Sua presença é inegociável no castelo dentro de um mês. Um convidado do conde poderá representar um problema significativo…
Suas palavras parecem distantes, mas a memória de nossas jornadas no campo de batalha ecoa mais forte do que qualquer outra lembrança…
Na densa floresta verdinegra, ouvi pequenos grilos ao longínquo; o horizonte era um mistério verdejante enquanto a única luz ambiente...
26 de junho —Ainda tenho essa lembrança.Pareceu-me que haviam se passado horas desde que fui barrado em Séttimor. Ioam era uma figura imponente...
A noite embeleza ainda mais a atmosfera deste lugar e a lua grandiosa em tom fúlvido parece brilhar na umidade da minha pele. Sorrio de maneira leve, mas...
Meu caro amigo, te envio notícias da capital. Além desta carta, somam-se alguns jornais nossos….
(Anotações em folhas soltas) 21 de junho de 1871 - Por alguma razão, desde que cheguei a este castelo, sinto ter perdido…
15 de junho de 1871 - Volto uma vez mais a este caderno velho e surrado. Talvez já tenha se tornado um hábito, colocar nestes diários minhas angústias e…
Escritora e Poetisa, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sou Anfitriã do projeto Castelo Drácula e minha literatura é rara, excêntrica e inigualável. Meu vocábulo é lapidado, minha literatura é lânguida e mágica, dedico-me à escrita há mais de 20 anos e denomino-a “Morlírica”. Na alcova de meu erotismo, exploro o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo meus leitores em um imersivo deleite — apaixonada pelo tema, criei Lasciven para publicar autores que compartilham dessa paixão. No túmulo de meus escritos, desvelo um terror, horror e mistério ímpares, cheios de profundidade psicológica e de poética absurda — é como uma valsa com a morte. Ler-me é uma experiência, uma vivência para além da leitura em si mesma; e eu te convido a se permitir fascinar.
Uma mulher sensível cuja ambição está em descobrir a si mesma em meio aos horrores do esquecimento. Com lascívia, ela almeja sentir de novo o amor e a paixão em seu âmago desolado enquanto desvenda o seu adormecido poder e a sua estranha sede por sangue.