Confissão
Ao atravessarmos a encruzilhada, | desprezamos segmentos remotamente | nascidos da tal conformidade enredada, …
MidjourneyAI
Ao atravessarmos a encruzilhada,
desprezamos segmentos remotamente
nascidos da tal conformidade enredada,
Revestida de intimidade vazia,
Compreendida da autêntica e imunda
Gravura de despedida há pouco esboçada.
Raiz essa do meu delírio;
a felicidade surgida do amargor
da tua estrada.
Como o fulvo do Cerrado morto e infecundo,
Confronto meu pesar, obrigando-me
A repousar ao centro da queimada,
Regozijando da enfermidade abatida sobre ti
E a morte que se aproxima na alvorada,
Diante disto, rendida, exprimo ao universo
Meu profundo obrigada.
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História de anciões, cantigas, lendas: | Terreno por selvagens percorrido; | Avesso a humanas leis, segundo a crença, | Lugar de estranhas vias, sons, gemidos…
Wildbad Gastein in the evening (Anton Romako)
História de anciões, cantigas, lendas:
Terreno por selvagens percorrido;
Avesso a humanas leis, segundo a crença,
Lugar de estranhas vias, sons, gemidos.
Escuso paradeiro de oferendas,
A fim de agraciar deuses antigos.
Ladino bosque, infligidor de penas
A qualquer invasor desconhecido.
Se fato ou mitológico… mistério;
Circundam seus limites tranca e ferro,
De apoio à segurança dos portões;
Defesa ante ameaças, o estrangeiro
Na busca por descanso, acolhimento,
Não entra mais depois que o sol se põe…
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Profanei a minha existência | Me levando na falência | De percorrer no insólito | Escuro entardecer… | Prendi meu ar persistindo na expectativa,…
Gothic Chapel - Charles Marie Bouton (French, 1781–1853)
Profanei a minha existência
Me levando na falência
De percorrer no insólito
Escuro entardecer…
Prendi meu ar persistindo na expectativa,
Que de algum modo me levasse.
São tantas reviradas que exalam
Que saem contra minha vontade.
Escolhi um entardecer
Ao vislumbrar o pôr do sol
Em um dia quase nublado
Para então findar.
De súbito não pensei em conjecturas
Apenas deixei me levar
Assim como o próprio anseio
Do anseio patológico em meu ser
O que não te falam que ao findar
Exige mais do que prender o oxigênio
Ao visualizar o pôr-do-sol
E gotículas da garoa me molhar.
Nunca me senti tão vivo!
Busquei na morte a poção
Mas que poção?
A vida apenas é o que é
E a morte um dia virá e hoje não será o meu dia.
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A maldição desnivel
Unicamente renego o desconhecido | Não o compreendo, não o persigo. | Desvio em consequência…
MidjourneyAI
Unicamente renego o desconhecido
Não o compreendo, não o persigo.
Desvio em consequência da névoa erguida
em torno da maldição genética em meu DNA,
E a ala aterradora desconhecida e opressiva,
Infiltrada em meu amadurecimento
Estorva meus passos de modo subliminar.
Tão somente mantenho-a secreta,
Pois vacilo em encontrar auxílio e resposta,
E como os meus, antes de mim,
passo a diante a maldição predisposta.
Porém passo penalizando a mim,
sem contorno, sem bordas,
Todavia reconheço a benesse,
E, como os demais amaldiçoados
jamais perseguirei a corda.
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A morte é uma incógnita | Nessa vida tediosa | Procuro algumas fórmulas | De transformar em arte póstuma….
MidjourneyAI
A morte é uma incógnita
Nessa vida tediosa
Procuro algumas fórmulas
De transformar em arte póstuma.
Meu lar é uma bagunça…
Na lua encontro uma ternura,
Que nessa calmaria,
Falar de morte é aprazia.
Humanos tolos que não enxergam
Procuram consolo naquilo que os cercam.
Na leveza de um belo olhar.
Eles só enxergam o que os faz matar.
Matam os sentimentos
Sempre violentos
Avarentos humanos
Que sóbrios são insanos.
Tolice minha falar destas criaturas
Que quando em vida eu estive
Me embevecia em lamúrias.
Agora nesta lúgubre imortalidade.
Falar de morte é só maldade.
De um coração que não pulsa,
Me limito à loucura.
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Noturno
À noite, sob a lua e as estrelas, | Levado por vontades langorosas, | Percorro o céu e chego, a fim de vê-la…
MidjourneyAI
À noite, sob a lua e as estrelas,
Levado por vontades langorosas,
Percorro o céu e chego, a fim de vê-la
Dormindo — pois já tarde estando as horas…
Depondo as mãos suaves pela beira
Da cama, eu aproximo-me das cordas
Formadas pelas salientes veias
Que vejo sobre a pele que ela mostra…
Detenho-me a olhar por um minuto:
Seu rosto imperturbável… impoluto,
Angélico parece, de maneira
Que ao tocar de leve nos cabelos,
Desisto de manchá-la com meus dedos,
Com medo de acordar e, assim, perdê-la…
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Vigília
A noite não traz paz, não traz sossego, | O que refúgio foi não mais consola… | O lar virou covil do desespero …
MidjourneyAI
A noite não traz paz, não traz sossego,
O que refúgio foi não mais consola…
O lar virou covil do desespero —
Sabendo a fuga disso estar lá fora…
Usar inutilmente um travesseiro,
Enquanto o que, de fato, me conforta
Apenas é o repouso que prevejo
No lado exterior de minha porta…
Insone, até parece que’u escuto
Os passos de quem chega no escuro…
Dizendo rente à minha cabeceira
Aquelas mais incômodas palavras:
“É tempo o que tu perdes e perderas…
É tarde pra colher da tua lavra…”
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Soneto da Imortalidade
De papéis, livros, tinteiros e canetas | Do verso, à minha aorta e cava eternas | Antes, acreditando pertencer a uma natureza…
Foto da Web
De papéis, livros, tinteiros e canetas
Do verso, à minha aorta e cava eternas
Antes, acreditando pertencer a uma natureza findável,
Agora, tendo certeza da minha infinitude,
Quero viver a imensidão da eternidade
E em minha plenitude hei de espalhar minha maldição
Revés de quem tem amor a Vida;
Sorte de quem se fortalece na escuridão
E assim enquanto escrevo, me imortalizo
Porque a Morte é a solidão de quem não versa,
E a Não vida o acaso de quem se submete às presas
Eu possa me dizer do abraço sombrio:
Brindo à Morte, a continuação da Vida;
Brindo à Não Vida, dissolução da Morte.
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Tivéssemos mantido uma amizade, | Um algo a mais que um ínfimo contato… | Possivelmente além de aproximados, | Bem mais…
MidjourneyAI
Tivéssemos mantido uma amizade,
Um algo a mais que um ínfimo contato…
Possivelmente além de aproximados,
Bem mais que apenas íntimos, quem sabe…
Seríamos, talvez, uma metade
Faltante para o outro incompletado…
Com quem distribuir o peso e parte
Das nossas confissões não fosse um fardo…
Um braço para descansar o corpo
Feliz ao encontrar seu lado oposto…
Seria assim conosco tão mais fácil.
Agora, nada disso dividimos;
Por duas direções nós dois seguimos,
E penso que somente um tenha errado…
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Ode ao Corvo
Ó Senhor Mistério que comigo agora estás, | levanta-te desta poltrona, amigo, | nunca, jamais, te esqueças do que digo…
Ao mestre Edgar Alan Poe
MidjourneyAI
Ó Senhor Mistério que comigo agora estás,
levanta-te desta poltrona, amigo,
nunca, jamais, te esqueças do que digo.
Oculta de minha mente meus sonhos infernais,
nunca me faças padecer na dor
de ter aqui comigo esses tormentos tais...
Olha ao fundo da taça que te ofereço,
bebe, pois este é o sangue dos imortais,
é chegada a hora de inundar a garganta
e lubrificar estas cordas vocais
para o canto do ilustre corvo de Poe...
És tu, amigo, este pássaro que choras
nos espaços dos meus umbrais
pela musa Lenora que se foi...
Conheço a tua saudade esmagadora,
já me perdi na vida de aventuras,
fui ferido pela musa da Ternura,
cantei somente uma vez e nada mais...
Olha atentamente o retrato que te incomoda,
vês nele as minhas digitais?
Pois bem! Estimado companheiro,
já amei, o teu amor, não amo mais...
Este coração que guardo no peito
foi tomado por forças tais
de um escorpião de tamanho feito
que me enlaçou de tal jeito
fazendo-me um dos seus amores mortais...
Minha alma hoje clama a força
ó ave feia e escura que aqui estás,
tu, somente tu, criatura noturna,
ouviste esse canto desabafo declarante.
Costure neste bico a tua língua delirante
para que tua voz nunca mais
ouse explanar essas fraquezas fatais...
Entreguei-me à filha de Novembro,
aquela bela cujos cachos negros
enfatizei nos meus sonhos perfeitos
deixando-me domar pelos desejos materiais...
Ó pássaro das escuras
a lucidez está a me esperar!
Adeus senhor das plumas,
espero ver-te nunca mais.
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Void
De tudo o fim somente é garantia, | Certeza inevitável do incompleto — | Um fio de luz que haja, e, sem saídas, | Retorna…
Arte de Glauco Moura
De tudo o fim somente é garantia,
Certeza inevitável do incompleto —
Um fio de luz que haja, e, sem saídas,
Retorna ele a seguir ao ponto zero.
Um prêmio antes mesmo da conquista,
Fortuna a todos paga (sempre a crédito):
Poder ambicionar enquanto as vistas
Conseguem distinguir se longe ou perto…
Nas imaginações um ominoso
Destino, solitário, pesaroso —
Razão deste desvio que dele fazem…
Talvez, amor à própria natureza;
Um tipo de resguardo, de defesa,
Temendo o vir a ser de algo que acabe…
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Sobre o Artista Convidado - Ed. 1, Janeiro de 2024 - Castelo Drácula
Ingenuidade
Perfeita!… Assim mantenha, não se mova! | Não há de ser difícil tal retrato… | Procure observar o resultado…
Foto de Johnny Briggs
Perfeita!… Assim mantenha, não se mova!
Não há de ser difícil tal retrato…
Procure observar o resultado
Com base na postura que impressiona…
Tão fácil que ninguém mais se questiona
Por que louvar o que já está fadado
A se perder… Pois não?! Então suponha:
Não fora aquele caco um dia um vaso?
Objeto de valor e de consumo,
De chamativas cores e rotundo,
Mas hoje ali num canto, só, quebrado…
Não quer a foto mais? Okay… desculpe…
Por mal não quis dizer, mas… se pergunte:
Não somos todos feitos desse barro?…
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Ciclos
Deixada em um canteiro a flor de outrora, | Germina ao lado um pé de nova estima… | Nas elucubrações ela se enrosca …
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Deixada em um canteiro a flor de outrora,
Germina ao lado um pé de nova estima…
Nas elucubrações ela se enrosca —
Por outra mão talvez apetecida…
Mas nada pra evitar que seja agora
Presente nesta interminável lista
De espécimes que a cada dia engrossa:
Da mais comum à rara, menos vista…
Tentar à parte vê-la de seu meio,
Colhê-la para si de seu herbário —
Poeta pela flor desesperado…
Por ela dispersar o próprio tempo…
Perder a mão, falhar no seu manejo —
Poeta pela flor espezinhado…
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Declínioterapia
O ciclo de esquecimento transmutado em alegoria, | Vigora o perdão, | incorporado em mim como terapia…
Bing Image Creator AI
O ciclo de esquecimento transmutado em alegoria,
Vigora o perdão,
incorporado em mim como terapia.
Consisto em sentir, indiferente a minha letargia,
degustando o declínio da dor,
sustentada pelo dia.
Sinto, pois sentir é permitido, porém,
mesmo o direito de sentir
Por mim foi diminuído.
Contrário à minha natureza, busco alívio
Sintomático, veloz como a correnteza.
Aguardo dessa forma o torpor,
Enquanto assisto desaparecer de mim
o temor.
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Noite Chuvosa
Nos lugares mais recônditos da mente, | O obtuso “ser” que em tolices parecer… | No íntimo de apaziguar-se a maneira brusca…
MidjourneyAI
Nos lugares mais recônditos da mente,
O obtuso “ser” que em tolices parecer…
No íntimo de apaziguar-se a maneira brusca.
Delirantes fraquejos de loucura
Se perpetuam em criptas forjadas,
Enlameadas e cercadas de ninharia.
Quão nobre “ser” que estupefato em viver
Na eloquência atroz;
Multidões voluptuosas embriagando-se mutuamente.
Não há jazigos suficiente…
Tamanha lascívia que levaram em todos a vida,
Acometidos por eterno desejo
Que em pleno ar virou derradeiro.
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Arrependimento (baseado no conto de mesmo nome de Guy de Maupassant)
Saval, num dia triste de outono, | Passando a limpo toda a sua história…
Retrato de Guy de Maupassant fotografado por Nadar.
Saval, num dia triste de outono,
Passando a limpo toda a sua história:
O ponto ao qual chegara, com desgosto
Sessenta anos de vida ele recorda…
Três décadas atrás, os dois andando…
Sra. Sandres nele se encostava;
Seus rostos, ao se proteger dos ramos…
Olhares que ela certamente dava…
Atravessou a rua em desespero,
As dúvidas solucionar querendo:
“O que faria se eu tivesse ousado?”
“Cedido eu lá teria, meu querido” —
Saval correu pro Sena, atordoado;
Sentou-se e lá chorou, arrependido…
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Pax Romana
As mulheres e crianças liberdade receberam | Podendo viver, livres, sem receio; | Pedra seus corações se tornaram, | Na cidade onde os homens nada falam…
Arte de Glauco Moura
As mulheres e crianças liberdade receberam
Podendo viver, livres, sem receio;
Pedra seus corações se tornaram,
Na cidade onde os homens nada falam
Bocas rosadas e juvenis contam
Histórias antigas suas narrativas remontam
O doce sono da morte embalam
Na cidade onde os homens nada falam
O silêncio pútrefo impera regente
No coração de um movimento final, emergente
Solo bélico que poucos tocaram
Na cidade onde os homens nada falam
Por guerras sem sentido a trama fora marcada
Um clássico de frieza rebuscada;
O desejo e a destruição se calam
Na cidade onde os homens nada falam.
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Sobre o Artista Convidado - Ed. 1, Janeiro de 2024 - Castelo Drácula
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Tu que colhes os ermos deste cemitério, | vem colher a víscera deste corpo, | louco e desvairado, carne do fracasso...
José Uría y Uría (1861–1937) - Lope de Vega en el cementerio (1884)
Tu que colhes os ermos deste cemitério,
vem colher a víscera deste corpo,
louco e desvairado, carne do fracasso...
Tu que amamentas um feto menino,
derrama o teu leite num leito de flores,
vem, entrega-te ao arroio...
Tu que andas nesta noite,
vem visitar-me, estou a sete palmos,
ó ser excomungado pela lua...
Tu que choras nesta tumba,
deixa que o teu pranto invoque estes restos,
esses pútridos esquecidos pela vida...
Tu que a saudade é quem guia,
nunca me esqueças!
Busque-me algum dia...
Tu que os sonhos acompanham,
nunca te esqueças,
dos dias em que éramos um só...
Tu que levas esta carcaça depressiva,
vem dar-me o último beijo,
o abraço do adeus...
Tu que és musa de um desgraçado,
feio, morto e sepultado,
traz-me o teu colo, ó mãe querida.
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Se eu pudesse me dobrar ao seu sorriso
Lábios vermelhos, repletos de mistério
Flertando a beira do abismo…
MidjourneyAI
Se eu pudesse me dobrar ao seu sorriso
Lábios vermelhos, repletos de mistério
Flertando a beira do abismo
Me perdendo sem nenhum tipo de critério
Quantas mentiras seus olhos ocultam
Oh, dama de beleza distinta
Palavras que a muitos insultam
Quadro belo, colorido com tinta
Rosto corado, jovem e ardente
Sua doçura abundante se dispõe
Através de palavra cuidadosa, prudente
A alma de muitos, com facilidade, transpõe
Quisera eu, a eternidade com ti compartilhar
Mesmo que isso a morte significasse
Tudo que possuo posso lhe doar
Para cair, voluntariamente, dentro de seu enlace.
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Pacto
Ergue o olhar ao céu de turno em turno
a consultar um livro atentamente,
assim é que ela aguarda paciente…
Foto de Akira Eshi
Ergue o olhar ao céu de turno em turno
a consultar um livro atentamente,
assim é que ela aguarda paciente
os astros alinharem-se a Saturno.
À densa mata adentra facilmente
a fim de ter com seu fauno noturno
e por um canto crebro, assaz soturno,
seu ritual começa diligente:
Traça-lhe a estrela ao chão e amor lhe jura
numa gota de sangue, sobretudo;
dança em transe despida e, nesta altura,
gargalha e então blasfema, faz de tudo
a pobre ninfa, como que em loucura,
no afã de pertencer ao seu chifrudo.