Sob a lua carmesim que suspira,
Ela surgiu, bruxa de fogo e pecado,
Cabelos sombrios em véu que conspira,
Desejo infernal em corpo moldado.

Lábios de sangue, veneno e promessa,
Dedos dançantes em feitiço carnal,
Olhos de chama, luxúria sem pressa,
Sussurros sombrios de amor infernal.

A outra a esperava, nua e rendida,
Pele em brasas, desejo a latejar,
Suspiros presos, alma consumida,
Ansiando o toque que faz incendiar.

Corpos se uniram em lascívia crua,
Serpentes de carne em doce torção,
Nos lábios o gosto da noite nua,
No toque, pura maldição.

Línguas dançaram em brasa ardente,
Seios colados, gemido febril,
Prazer em feitiço incandescente,
Luxúria e pecado em enlace sutil.

Unhas cravadas, marcas sangrentas,
Pele que arde em gozo profano,
No grito que o êxtase ostentas,
Desenham selos de amor insano.

Ao fim, deitadas em feitiço quebrado,
Na cama de sombras e luar carmim,

Bruxas eternas em pacto selado,

Maldição de prazer sem fim.

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