Nossos cadáveres fazem amor sob a soturna morte. A nós pertence o perpétuo. Beija-me os lábios violáceos no pallor mortis de minha face apaixonada. Hoje e amanhã. Penetra-me enquanto os vermes comem nossa carne.

Não te entristeças. Este é o nosso prefácio. O horizonte nublado está carmesim. Penetra-me enquanto suga-me os seios, estamos no limbo. Posso te sentir pulsante, teu éter há de me tornar fértil outra vez.

Verta em meu ventre o teu sêmen. Jura-me teu amor à bênção de Exício. Ainda na barca sôfrega do Sonurista da Morte, ponha-me de quatro, vá ao fundo de minh’alma e prenda minha respiração enquanto as lembranças se apagam.

Apraz-me sufocar em teu falo — assim eu morreria na morte, em gáudio. Excita-me jazer com tua língua em minha vulva — assim eu morreria na morte, para continuar sentindo. Vendendo a minha alma por nossa etérea e perversa luxúria.

Em nome de todos os anjos e demônios.

A Literatura Erótica é uma arte, mantenha o respeito e a educação para com a autora desta obra. Se algo te incomoda neste conteúdo, não o leia; se algo te agrada, aproveite em silêncio. A autora e o projeto não se responsabilizam por negligências alheias, más interpretações e pudores particulares.

Textos sugeridos para sua leitura e apreciação:
Sahra Melihssa

Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica-Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. A sua arte é o seu pertencente recôndito e, nele, a autora se permite inebriar-se em sua própria, e única, literatura.

https://castelodracula.com/membros/sahramelihssa
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Aranhas chamuscadas