Prefácio
Nossos cadáveres fazem amor sob a soturna morte. A nós pertence o perpétuo. Beija-me os lábios violáceos no pallor mortis de minha face apaixonada. Hoje e amanhã. Penetra-me enquanto os vermes comem nossa carne.
Não te entristeças. Este é o nosso prefácio. O horizonte nublado está carmesim. Penetra-me enquanto suga-me os seios, estamos no limbo. Posso te sentir pulsante, teu éter há de me tornar fértil outra vez.
Verta em meu ventre o teu sêmen. Jura-me teu amor à bênção de Exício. Ainda na barca sôfrega do Sonurista da Morte, ponha-me de quatro, vá ao fundo de minh’alma e prenda minha respiração enquanto as lembranças se apagam.
Apraz-me sufocar em teu falo — assim eu morreria na morte, em gáudio. Excita-me jazer com tua língua em minha vulva — assim eu morreria na morte, para continuar sentindo. Vendendo a minha alma por nossa etérea e perversa luxúria.
Em nome de todos os anjos e demônios.
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Entrego-me ao teu domínio. Teste minha devoção. Meu Dono tu és, de ti sou e, da alma que me pertencia, mas que, agora, também é tua, há tão somente…