A primeira mulher do pecado e o primeiro conde do cântico de sangue

No castelo onde as sombras se entrelaçam,
Drácula observa, olhos de fogo a arder,
Eva, na luz que a lua não apaga,
é a tentação que ele deseja possuir e ter.

Seus dedos tocam, suaves como a noite,
a pele de Eva, fria e cheia de desejo,
um beijo que não conhece limites,
pois, entre eles, o amor é veneno, é feitiço.

Ela, mulher de carne e alma pura,
se rende à paixão que o sangue exala,
mas a fome do vampiro, dura e obscura,
faz dela sua presa, sua morte que se exala.

No êxtase da carne, o inferno se revela,
onde amor e dor se encontram, e a alma se entrega.

Sob o véu da noite, o castelo ressoa,
ecoando os sussurros de uma paixão proibida,
Drácula, com os dentes afiados, incendeia a pele
de Eva, que se dobra, entrelaçada em sua ferida.

A escuridão envolve os corpos em êxtase,
onde cada beijo é uma marca de condenação,
o sangue, líquido carmesim, em suas veias,
se mistura ao desejo, numa dança de perdição.

Eva, com o olhar perdido na vasta noite,
sente o prazer e a dor se entrelaçando,
enquanto Drácula, com sua presença sombria,
a consome, sem misericórdia, num ato incessante.

O amor entre eles é uma morte consumada,
uma paixão que sangra, que queima, que arde.

Nas profundezas onde o medo é calor,
Eva sucumbe ao abraço gélido de seu predador,
os lábios de Drácula selam seu destino,
um beijo que dilacera, que revela o abismo divino.

O ar se enche do aroma do sangue que canta,
seu corpo dilacerado em êxtase e dor,
a criatura noturna a toca, a marca que espanta,
ela é sua, eternamente, em seu vício, seu ardor.

A noite se desfaz na neblina do caos,
onde as estrelas, pálidas, observam em silêncio,
o castelo é um palco onde a morte é ritual,
e o amor é uma mentira tecida em tormento e veneno.

Por fim, em um gemido profundo, ela sucumbe,
não mais Eva, mas parte da noite sombria,
onde o sangue é eterno e o desejo consome,
e Drácula, em silêncio, saboreia a agonia.

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