Imagem criada e editada por Sahra Melihssa, para o Castelo Drácula

Pelas facetas da solidão, meus passos enveredavam em uma dança 
extasiada.] 

O toque do vento, por vezes, era a única caricia que restava; 
E nada mais sobrava para me acompanhar no pranto, 
Apenas o eco vazio do que já foi, tão distante: o quebranto.  

A noite sempre foi por si mesma uma companhia, 
Em seu reinado guardei sentimentos sem melodia. 
Por meia década senti horrores em solilóquios distorcidos, 
Onde cada palavra era um suspiro perdido!  

Há muito me perdi da trilha que almejava seguir. 
Mas, ela me reencontrou e pelo luar meus passos voltaram a fluir! 
Para a pisque poemas sucumbidos no sepulcro retornaram; 
A melancolia agora evanesce em versos que erráticos se montam.  

Por duas almas páreas se reconectaram, 
Mudaram caminhos distantes tão unos que nunca se separaram, 
Em minha cripta iluminada residem silentes as memórias desta história!  

Texto publicado na Edição 14 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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