DA SEIN

Nas águas turbulentas do pensamento eu me abraço, | Recebendo do inconsciente memórias do passado. | Observo o sol ao longe pousando no horizonte…

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula

Nas águas turbulentas do pensamento eu me abraço,
Recebendo do inconsciente memórias do passado.
Observo o sol ao longe pousando no horizonte.
A sinestesia me envolve entre a vida e a morte!

É inevitável não encarar meu próprio eu neste mundo,
O existencialismo me toma. Assim,
Vagueio com olhar vazio e profundo,
Buscando sentido no infinito imundo.


Escrito por:
Júlia Trevas

Júlia Graziela Pereira Trevas é uma escritora de 29 anos, natural de Campina Grande, Paraíba. Formada em Letras - Inglês pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), também atua como professora de inglês. Sua paixão pela escrita começou ainda na pré-adolescência, quando compunha pequenos versos. Mais tarde, ao ingressar na faculdade, aprofundou-se na literatura gótica, que hoje é uma de suas principais influências criativas. Uma curiosidade interessante é que... » leia mais
15ª Edição: Aesttera - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 15ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de abril de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.

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Dança na Cripta

Pelas facetas da solidão, meus passos enveredavam em uma dança extasiada. | O toque do vento, por vezes, era a única caricia que restava;…

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa, para o Castelo Drácula

Pelas facetas da solidão, meus passos enveredavam em uma dança 
extasiada.] 

O toque do vento, por vezes, era a única caricia que restava; 
E nada mais sobrava para me acompanhar no pranto, 
Apenas o eco vazio do que já foi, tão distante: o quebranto.  

A noite sempre foi por si mesma uma companhia, 
Em seu reinado guardei sentimentos sem melodia. 
Por meia década senti horrores em solilóquios distorcidos, 
Onde cada palavra era um suspiro perdido!  

Há muito me perdi da trilha que almejava seguir. 
Mas, ela me reencontrou e pelo luar meus passos voltaram a fluir! 
Para a pisque poemas sucumbidos no sepulcro retornaram; 
A melancolia agora evanesce em versos que erráticos se montam.  

Por duas almas páreas se reconectaram, 
Mudaram caminhos distantes tão unos que nunca se separaram, 
Em minha cripta iluminada residem silentes as memórias desta história!  

Texto publicado na Edição 14 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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Filha da Noite

Sob o luar, ela vaga em beleza sombria, | Enquanto a lua sangra em melancolia. | A noite envolve, com véu de tormento, | Versos em tumbas…

Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula

Sob o luar, ela vaga em beleza sombria,
Enquanto a lua sangra em melancolia.
A noite envolve, com véu de tormento,
Versos em tumbas, sussurros ao vento.

Olhos gélidos, abismos profundos,
Rogam ao mal, senhor dos mundos.
Das sombras surgem garras vorazes,
Que a prendem nas trevas, em laços tenazes.

Pelas brumas da mente, perdida, caiu,
No abraço da noite, o destino a seguiu.
Agora, eternamente, em morbidez,
Ela reina no ventre do submundo!

Texto publicado na Edição 13 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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Vermelho

No sangue velado, | Em uma taça deixado. | Para os olhos a cor um deleite, | O espinho que perfura a pele| Encontra o sangue com requinte,…

Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula

No sangue velado,
Em uma taça deixado.
Para os olhos a cor um deleite,

O espinho que perfura a pele
Encontra o sangue com requinte,
A rosa assim suga seu escarlate. 

E o pulsar do coração se, enfim, se
[abate.
O que era rubro se torna acinzentado, 

Pálido.
Pálido.
Pálido.

Texto publicado na Edição 13 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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