Dança na Cripta

Pelas facetas da solidão, meus passos enveredavam em uma dança extasiada. | O toque do vento, por vezes, era a única caricia que restava;…

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa, para o Castelo Drácula

Pelas facetas da solidão, meus passos enveredavam em uma dança 
extasiada.] 

O toque do vento, por vezes, era a única caricia que restava; 
E nada mais sobrava para me acompanhar no pranto, 
Apenas o eco vazio do que já foi, tão distante: o quebranto.  

A noite sempre foi por si mesma uma companhia, 
Em seu reinado guardei sentimentos sem melodia. 
Por meia década senti horrores em solilóquios distorcidos, 
Onde cada palavra era um suspiro perdido!  

Há muito me perdi da trilha que almejava seguir. 
Mas, ela me reencontrou e pelo luar meus passos voltaram a fluir! 
Para a pisque poemas sucumbidos no sepulcro retornaram; 
A melancolia agora evanesce em versos que erráticos se montam.  

Por duas almas páreas se reconectaram, 
Mudaram caminhos distantes tão unos que nunca se separaram, 
Em minha cripta iluminada residem silentes as memórias desta história!  

Texto publicado na Edição 14 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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Filha da Noite

Sob o luar, ela vaga em beleza sombria, | Enquanto a lua sangra em melancolia. | A noite envolve, com véu de tormento, | Versos em tumbas…

Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula

Sob o luar, ela vaga em beleza sombria,
Enquanto a lua sangra em melancolia.
A noite envolve, com véu de tormento,
Versos em tumbas, sussurros ao vento.

Olhos gélidos, abismos profundos,
Rogam ao mal, senhor dos mundos.
Das sombras surgem garras vorazes,
Que a prendem nas trevas, em laços tenazes.

Pelas brumas da mente, perdida, caiu,
No abraço da noite, o destino a seguiu.
Agora, eternamente, em morbidez,
Ela reina no ventre do submundo!

Texto publicado na Edição 13 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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Vermelho

No sangue velado, | Em uma taça deixado. | Para os olhos a cor um deleite, | O espinho que perfura a pele| Encontra o sangue com requinte,…

Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula

No sangue velado,
Em uma taça deixado.
Para os olhos a cor um deleite,

O espinho que perfura a pele
Encontra o sangue com requinte,
A rosa assim suga seu escarlate. 

E o pulsar do coração se, enfim, se
[abate.
O que era rubro se torna acinzentado, 

Pálido.
Pálido.
Pálido.

Texto publicado na Edição 13 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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