Fim

MidjourneyAI

A morte-rubi me espreitando 
E o choro adornado de medos, 
Escuro-carmim sufocando... 
Dois olhos me incitam segredos... 

Atrai-me, tão ébria e em silêncio 
Avisto o contorno viril... 
Estou à tua sede — Ó! Quão sêncil! 
Fadada, cativa e febril... 

Vampiro-demônio, mistério... 
Fendendo tu estás o meu peito, 
Tal órgão vital, sempre estéril, 
Retiras do torso, e eu me deito... 

Agora tua fronte é tão lúcida 
E a lápide faz-me translúcida... 
O Exício mordaz diz meu nome...

Minh’alma, tu vens, e consome... 
Tão lânguida... aqui... m’esvaneço, 
Adeus grande amor, adormeço 

À sete mil palmos, amém.

Texto publicado na 3ª edição de publicações do Castelo Drácula. Datada de março de 2024. → Ler edição completa

Leia mais desta autora:

Sahra Melihssa

Poeta, Escritora e Sonurista, formada em Psicologia Fenomenológica-Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sahra Melihssa é a Anfitriã do projeto Castelo Drácula e sua literatura é intensa, obscura, sensual e lírica. De estilo clássico, vocábulo ornamental e lapidado, beleza literária lânguida e de essência núrida, a poeta dedica-se à escrita há mais de 20 anos. N’alcova de seu erotismo, explora o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo seus leitores em um imersivo, e por vezes sombrio, deleite. A sua arte é o seu pertencente recôndito e, nele, a autora se permite inebriar-se em sua própria, e única, literatura.

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