⚜ In Devoluto | Poema Morlírico Existencial
Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula
Título: Opus In Devoluto nº1 - Sonura Posterata Menor
Profira, n’este tácito momento,
Com muda voz que ecoa ao meu vazio,
Sentidos verossímeis, fragmentos
De vida além do sonho que associo…
Responda-me: acordar é mais medonho
Que estar n’esta interface convincente?
E, como é similar a todo o sonho,
Memórias são de essência abstinente?
Portanto posso ousar acreditar
Que sou também a névoa dissipante?
E “ser” é um conceito p’ra vagar,
Enquanto a ambivalência no rompante
Nenhuma coisa aqui significa?
Se boa ou má — em nada se autentica?
Dessarte tão somente irrelevante?
Dirás que o agora é única verdade?
E todo o resto é pura fatuidade?
Qualquer outrora n’este meu semblante
Se assenta n’uma onírica saudade?
A falta d’um agora que passou
Fundado n’este sonho em que estou
Às margens d’uma inane realidade…
Sahra Melihssa
Escritora e Poetisa, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sou Anfitriã do projeto Castelo Drácula e minha literatura é rara, excêntrica e inigualável. Meu vocábulo é lapidado, minha literatura é lânguida e mágica, dedico-me à escrita há mais de 20 anos e denomino-a “Morlírica”. Na alcova de meu erotismo, exploro o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo meus leitores em um imersivo deleite — apaixonada pelo tema, criei Lasciven para publicar autores que compartilham dessa paixão. No túmulo de meus escritos, desvelo um terror, horror e mistério ímpares, cheios de profundidade psicológica e de poética absurda — é como uma valsa com a morte. Ler-me é uma experiência, uma vivência para além da leitura em si mesma; e eu te convido a se permitir fascinar. » saiba mais...
Agonihria - 22ª Antologia Digital do Castelo Drácula®
Esta obra foi publicada e registrada na 22ª Antologia Digital do Castelo Drácula®, datada de junho de 2026. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula®. Todos os direitos reservados ©. » Visite a publicação completa
Durmo sob regélida umbra noite | Só, meus olhos girando em onirismo; | N’hórrida cova a mente tanto afoite | Acha haver segureza n’um abismo;