Imagem criada e editada por Sahra Melihssa, para o Castelo Drácula

A mais caudalosa turbulência,
a rebeldia que transportava espumas
para o colo do barco,
fazia surgir o medo constante
de conhecer o fundo escuro do oceano.

Ao sobressaltar a visão,
embaçador, mas lúgubre,
com a fronte alçada em desafio.

Partindo caminho, devastando e empurrando o próprio mar,
mas não há disputa, nem trégua.
Antes do golpe, toda dança e cerimônia,
um ritual, tal qual uma primitiva celebração ou
uma câmera lenta moderna.
Baforando ódio por sobre o barco, engolindo, aglutinando madeira, carne, água e trovões.
Um baile de máscaras molhadas,
que ficará apenas registrado na história das águas.

Texto publicado na Edição 14 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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