A Partitura de Cânfora e Pó: Um Réquiem em Séttimor

A umidade em São Cipriano das Almas não era meramente climática; era uma saliva antiga, uma exsudação da própria história que lambia as paredes…

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula

A umidade em São Cipriano das Almas não era meramente climática; era uma saliva antiga, uma exsudação da própria história que lambia as paredes do sobrado, fazendo brotar mofo sobre o papel de parede inglês adamascado. O luxo europeu descolava-se como pele necrosada após uma febre tropical.

Eulália Valeriana de Alcântara repousava diante da escrivaninha de jacarandá — madeira de lei, escura e densa como a noite brasileira, cujos pés eram garras de leões entalhadas, cravadas no assoalho que gemia sob o peso do silêncio. Lá fora, a tempestade não caía; ela desabava. A chuva açoitava as telhas coloniais com a violência de um castigo bíblico, uma percussão líquida que tentava, em vão, abafar os sinos da matriz. Eles dobravam, roucos e insistentes, anunciando um óbito que Eulália, em sua névoa mental, não conseguia recordar de quem era.

Ela ajustou a gola de renda negra vitoriana que lhe estrangulava o pescoço, engomada até a rigidez de um osso. O luto era sua segunda derme, uma armadura de tafetá e crinolina, embora a razão das lágrimas lhe escapasse. Sentia o vazio fantasmagórico a corroê-la do âmago à pele, uma sensação vertiginosa de que suas vísceras haviam sido substituídas por neblina fria e pó de marfim.

— Escreve o que a morte sussurra — soprou a intuição perturbadora, uma voz que não vibrava no ar, mas arranhava o interior de sua medula.

Sua mão direita, pálida como a cera de um círio pascal, segurava a pena de ganso. O tinteiro de cristal repousava ali, cheio de um líquido espesso, negro como sangue venoso coagulado ou o café forte esquecido na xícara fria. Eulália, a dama respeitável, a psicógrafa que consolava as matronas do Império, a ponte entre os vivos e os tísicos, estava sozinha. Naquela noite, a casa não abrigava clientes, apenas a respiração asmática da madeira dilatando e a presença daquilo que não tem nome, mas tem cheiro: uma mistura adocicada de gardênias passadas e formol.

A mão ganhou vida própria. Não era a caligrafia desenhada, aristocrática, que as freiras lhe impuseram. Eram espasmos, cortes violentos, fissuras de morte e vida rasgando a fibra do papel.

“Aqui o tempo não passa, Eulália... ele apodrece,” a mão grafou, a tinta espirrando como uma artéria rompida.

Ela tentou parar, mas seus dedos eram marionetes de fios invisíveis. O espiritismo, discutido nos salões afrancesados da Corte, era consolo e ciência. Mas ali, isolada na serrania, cercada pela mata atlântica que engolia civilizações, o espiritismo parecia uma autópsia da alma a céu aberto.

“Olhe para o espelho, Valeriana. O véu de Maya rasgou-se.”

No canto do quarto, o grande espelho oval de moldura dourada repousava, coberto por um lençol de linho branco — a mortalha exigida pela superstição, para evitar que a alma do recém-falecido ficasse presa no azougue do reflexo. O medo silencioso subiu por sua garganta, trazendo um sabor metálico de pregos velhos e terra molhada.

Ela ergueu-se. O som de suas anáguas de seda roçando no chão soou como o suspiro coletivo de mil viúvas em procissão.

— Quem profana este luto? — indagou ela à penumbra.

Os candelabros de prata tremeluziram, projetando sombras que se esticavam nas paredes como espectros famintos, dançando uma valsa muda. Ninguém respondeu. Apenas a chuva e o tique-taque de um relógio que parecia contar segundos de uma eternidade errada. Eulália aproximou-se do espelho. Seus dedos, trêmulos, tocaram a trama fria do linho.

Com um puxão brusco, a mortalha caiu, levantando uma poeira que cheirava a séculos trancados.

Eulália preparou-se para o horror. Esperava ver um demônio de chifres, ou talvez a aparição de seu pai com a mandíbula atada.

Mas o horror foi a ausência. O absoluto e terrível nada.

O espelho refletia o quarto com precisão cirúrgica: a cama de dossel com suas cortinas pesadas, a escrivaninha de jacarandá, a chuva chorando na vidraça. Mas não refletia Eulália.

Onde deveria estar seu corpo, seu vestido negro, seu camafeu de ônix, havia apenas uma mancha turva, uma vibração no ar, como o calor tremulando sobre o asfalto ao meio-dia ou a poeira dançando num raio de lua. Um borrão na realidade.

Ela olhou para suas próprias mãos. Elas estavam lá, segurando o tecido. Ela sentia o tato áspero. Mas o espelho, aquele juiz implacável da existência, decretava sua anulação.

— Eu respiro! Eu sinto! — ela gritou, mas o som saiu abafado, rouco, como se ela gritasse de dentro de um caixão de chumbo, sob sete palmos de terra vermelha e barrenta.

Correu de volta para a carta psicografada, tropeçando na própria inexistência. As letras agora brilhavam com uma umidade fresca, pulsante. Ela leu o veredito final que sua própria mão escrevera, ditada por uma memória que retornava para assombrar, cruel e verdadeira.

“Bem-vinda a Séttimor, minha querida. Onde os mortos vivem sem se lembrar de que o coração parou na última terça-feira de cinzas. Os sinos dobram por ti, Eulália. Tu esperas pelo médico que nunca virá, pois ele já assinou teu óbito. Tu és a assombração que temes. Tu és a memória que se recusa a ir embora, a mancha de umidade que a casa não consegue secar.”

Uma tristeza multiforme, pesada como a lápide de mármore carrara, esmagou seu peito. A lembrança rompeu a represa do esquecimento: o gosto de ferro na boca, a febre tifoide, o padre murmurando a extrema-unção em latim, o cheiro enjoativo de cânfora e cera derretida.

Ela não era a médium. Ela era a mensagem.

Olhou para suas mãos novamente. As pontas dos dedos começavam a ficar translúcidas, a cor da pele dissolvendo-se em cinza, fundindo-se com a névoa que invadia pelas frestas da janela podre. Ela estava se apagando, tornando-se natureza fantasmagórica, diluindo-se na atmosfera de Séttimor.

Sentou-se ao piano Pleyel que dormia no canto, um monstro de madeira e cordas que ela não tocava há meses. Seus dedos, agora quase feitos de fumaça, pousaram sobre as teclas de marfim amarelado.

Ela não tocou para os vivos de São Cipriano das Almas. Tocou para si mesma, um Noturno dissonante, tentando segurar a própria existência em cada acorde menor, ancorando sua alma na música antes que o esquecimento final a transformasse apenas em uma corrente de ar frio no corredor daquele velho casarão brasileiro.

E lá fora, a chuva continuava a lavar o mundo, indiferente à mulher que, nota por nota, desaparecia na partitura eterna do silêncio.

Revisado por Sahra Melihssa

Escrito por:
Bruno Reallyme

Bruno Silva, conhecido como Bruno Reallyme, é um escritor com deficiência visual que encontrou na escrita a extensão de seu olhar sobre o mundo. Com formação em Ciências Econômicas, Contábeis e Gestão, ele navega por diversos gêneros, como poesia, romance, suspense e terror. Sua escrita busca a autenticidade e a identidade profunda do "reallyme" — "realmente eu" —, revelando em cada palavra um universo sensível, crítico e apaixonado por narrativas. » leia mais...
20ª Edição: Revista Castelo Drácula®
Esta obra foi publicada e registrada na 20ª Edição da Revista Castelo Drácula®, datada de fevereiro de 2026. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula®. Todos os direitos reservados ©. » Visite a Edição completa

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O Último Blackwood e a Sombra de Lilith

Sete. O número ecoava no sótão empoeirado, onde a luz morria antes de alcançar os recantos mais profundos. Sete batidas secas do relógio de…

Imagem criada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula

Sete. O número ecoava no sótão empoeirado, onde a luz morria antes de alcançar os recantos mais profundos. Sete batidas secas do relógio de pêndulo, cada uma um prego enferrujado fincado no caixão da esperança. Não que houvesse muita esperança por ali. A velha mansão dos Blackwood era um monumento à decadência, suas janelas como olhos vazios fitando a noite eterna que parecia ter se enraizado em seus alicerces.

E eu, Alaric, o último dos Blackwood, era um mero apêndice, um espectro que perambulava por corredores infestados de ecos. Meus dias eram preenchidos com o sussurro de vozes que nunca existiram, o farfalhar de sedas fantasmas e o som distante de um piano que ninguém tocava. Meu único consolo, se é que se pode chamar assim, era a coleção de livros proibidos, volumes encadernados em pele humana e tinta de sangue, que meu pai, em sua loucura final, reuniu no pequeno escritório trancado.

Foi numa noite como tantas outras, quando a lua se escondia atrás de um véu de nuvens pesadas e o vento uivava como um cão faminto, que o selo se quebrou. Não um selo físico, mas a barreira tênue entre o que era e o que deveria ter permanecido esquecido. Eu lia um tomo empoeirado, suas páginas amareladas cheirando a mofo e morte, quando um nome saltou aos meus olhos, gravado em uma caligrafia serpentina: Lilith.

O nome vibrou no ar, uma nota dissonante na sinfonia silenciosa da casa. Uma imagem se formou em minha mente: uma mulher etérea, com cabelos cor de ébano e olhos tão profundos quanto os abismos do inferno, envolta em um véu de mistério e perdição. Lilith. A rainha da noite, a primeira tentação, a sombra que persegue os sonhos dos homens.

Minha respiração engasgou na garganta. Eu conhecia o mito, as lendas sussurradas em cantos escuros. Mas aquilo... aquilo não era uma lenda. Era uma evocação. Meu pai, em sua busca insana por conhecimento, havia ido longe demais. Ele não apenas lera sobre as entidades que habitavam o limiar da realidade; ele as convocara.

Com um arrepio que me percorreu a espinha, percebi que o silêncio da casa não era mais o silêncio da ausência, mas o silêncio da observação. A escuridão não era mais apenas a ausência de luz, mas uma presença palpável, respirando em meu pescoço.

As sombras dançaram nas paredes, projetando formas grotescas que se retorciam e se contorciam, como almas condenadas. O cheiro de rosas murchas e terra revolvida invadiu o ar, misturando-se ao odor metálico de sangue antigo. E então, ouvi-a. Não uma voz audível, mas um sussurro que se infiltrava em minha mente, ecoando meus pensamentos mais sombrios, os segredos que eu guardava de mim mesmo.

— Alaric... — ela sibilou, e o som era como o farfalhar de asas de morcego em um sepulcro. — Você me chamou. Eu vim.

Meus olhos se fixaram na porta do escritório, que agora estava entreaberta, revelando uma escuridão ainda mais densa em seu interior. De lá, emergiu uma figura. Não a etérea Lilith de minha imaginação, mas algo muito mais antigo e terrível. Uma silhueta esguia, envolta em um manto que parecia feito da própria noite, seus olhos brilhando como brasas no inferno.

Ela não caminhava; ela deslizava, como uma nuvem de fumaça, em direção a mim. O ar ao seu redor parecia vibrar com uma energia profana, e o frio que emanava dela era tão intenso que parecia queimar minha pele.

— O que você deseja, Alaric Blackwood? — sua voz, agora mais clara, era um cântico fúnebre, sedutor e letal. — A vida que você conhece está morrendo. Eu posso oferecer outra. Um reino onde as sombras reinam supremas, onde a dor é êxtase e a eternidade é um fardo a ser carregado.

Eu recuei, meus pés enraizados no chão empoeirado, um terror gélido me paralisando. Eu havia brincado com o desconhecido, e agora o desconhecido estava ali, em minha sala, me oferecendo uma escolha que eu não queria fazer.

O silêncio voltou, denso e pesado, enquanto ela aguardava minha resposta. O relógio de pêndulo, lá no sótão, batia a oitava hora. Cada batida, um passo dela em minha direção. Cada batida, uma porta se fechando para o mundo que eu conhecia.

A mansão Blackwood nunca mais seria a mesma. E eu, Alaric, sabia que meu destino estava selado. Nas profundezas daquela noite sem fim, eu estava prestes a descobrir o verdadeiro significado de "nunca mais".

O que você acha que Alaric fará? Ele aceitará a oferta de Lilith ou tentará resistir à escuridão que o cerca?

Revisão de Sahra Melihssa

Escrito por:
Bruno Reallyme

Bruno Reallyme nasceu em 1995, em Governador Valadares, e escreve como quem atravessa véus entre mundos. Autor de poesias, romances, suspenses, terrores, ficções científicas e HQs, espalhou suas criações por antologias nacionais e internacionais, além de comandar o podcast Pingo de Prosa e ser finalista do Prêmio Literário Caneta Vip. Colunista da Genius Vip Revista e curador de Horrores de um Brasil Esquecido, inspira-se em nomes como Pessoa, Poe, Lovecraft, Cecília Meireles e García Márquez, criando narrativas densas e sensoriais que revelam, nos detalhes, o que olhos comuns não percebem.
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa

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A Melodia dos Sepulcros Esquecidos

A bruma gélida da manhã engolia a vila de Oakhaven, transformando as poucas casas em fantasmas cinzentos e o velho cemitério em um mar…

Imagem criada por Aslam E. Ramallo para o Castelo Drácula

A bruma gélida da manhã engolia a vila de Oakhaven, transformando as poucas casas em fantasmas cinzentos e o velho cemitério em um mar de lápides disformes. Eu, Ângela Thorne, não pertencia a Oakhaven, nem a lugar algum, na verdade. Minha existência era um eco da própria melancolia que parecia impregnar o ar daquele lugar. Cheguei como um corvo desgarrado, atraída pelo anúncio de uma velha organista que procurava alguém para restaurar o ancestral órgão da igreja local – uma relíquia de carvalho negro e metal enferrujado que, diziam, possuía uma alma própria.

A Reverenda Agnes era uma criatura miúda e envelhecida, seus olhos, contudo, brilhavam com uma luz estranha e persistente, como velas acesas em um túmulo. Sua paróquia, a Igreja de Santa Cecília, era um esqueleto gótico, suas gárgulas observando o tempo com expressões pétreas, suas janelas ogivais escurecidas pelo abandono. O órgão, situado no coro, era o coração pulsante daquele lugar moribundo, um monstro silencioso coberto por um manto de pó e teias de aranha.

Os dias se arrastavam em um ritmo cadenciado pelo tic-tac do relógio da torre, que parecia anunciar a cada batida o fim iminente. Meu trabalho era árduo. Cada peça de madeira, cada tubo de metal, parecia sussurrar segredos antigos, melodias há muito esquecidas. À noite, quando a Reverenda Agnes se recolhia e a vila mergulhava em um silêncio sepulcral, eu sentia a presença. Não era um fantasma, nem um espírito no sentido convencional, mas algo mais sutil, mais antigo. Era a memória da música.

Comecei a ouvir as notas. No princípio, eram apenas fragmentos, murmúrios distantes, como lamentos vindos do solo frio do cemitério adjacente. Mas à medida que o órgão ganhava vida sob meus dedos, as notas se tornavam mais claras, mais definidas. Eram composições que jamais ouvi, harmonias que me envolviam em um véu de tristeza e êxtase.

Uma noite, enquanto limpava as teclas de ébano, encontrei um diário escondido em um compartimento secreto do instrumento. As páginas amareladas, escritas com uma caligrafia elegante e tremida, contavam a história de Elara, a antiga organista da igreja, que vivera no século XVIII. Elara era uma prodígia, mas sua música carregava um tom sombrio, uma obsessão pela morte e pelo luto. O diário revelava que ela acreditava que a música podia transcender o véu da vida e da morte, comunicando-se com os que jaziam sob a terra.

Lá pelas últimas páginas, um desenho me causou um arrepio. Não era uma partitura, mas um diagrama complexo de conexões, quase um mapa estelar, com anotações sobre "ressonâncias etéreas" e "pontos de contato com o véu". E em uma das páginas finais, uma frase repetida várias vezes, com urgência crescente: "A melodia deve ser completa. A melodia deve ser cantada pelos mortos."

Naquela noite, a bruma era mais espessa, o vento mais cortante. As vozes do órgão não eram mais sussurros; eram um coro. Vozes femininas e masculinas, jovens e antigas, lamentando, cantando, e implorando. Senti uma força inexplicável me puxar para o teclado. Meus dedos, como se não fossem meus, começaram a tocar a melodia do diagrama de Elara. As notas fluíram, preenchendo a igreja com um som que era ao mesmo tempo belo e terrivelmente profano.

O chão tremeu. As luzes da igreja cintilaram e se apagaram, mergulhando-me na escuridão mais densa. Mas a música continuou, as vozes dos sepulcros se elevando em um crescendo aterrorizante. Senti as presenças se materializarem ao meu redor, frias e efêmeras. Eram os mortos de Oakhaven, despertados pela melodia que Elara sonhara em completar.

Um deles, uma figura esguia e pálida, se aproximou. Pude ver seus olhos vazios, mas senti sua intenção, uma gratidão sombria. Era Elara. Ela estendeu a mão translúcida em minha direção, um convite silencioso para me juntar à sua orquestra eterna.

O frio me invadiu, e eu soube que não havia retorno. Eu era a condutora da melodia dos sepulcros, a guardiã de um coro que jamais deveria ter sido despertado. O último som que ouvi antes que a escuridão me engolisse completamente foi o do órgão, agora tocando sozinho, uma melodia lúgubre que se espalhava pela noite, prometendo um "nunca mais" para todos que ousassem ouvir.

Revisão de Sahra Melihssa

Escrito por:
Bruno Reallyme

Bruno Reallyme nasceu em 1995, em Governador Valadares, e escreve como quem atravessa véus entre mundos. Autor de poesias, romances, suspenses, terrores, ficções científicas e HQs, espalhou suas criações por antologias nacionais e internacionais, além de comandar o podcast Pingo de Prosa e ser finalista do Prêmio Literário Caneta Vip. Colunista da Genius Vip Revista e curador de Horrores de um Brasil Esquecido, inspira-se em nomes como Pessoa, Poe, Lovecraft, Cecília Meireles e García Márquez, criando narrativas densas e sensoriais que revelam, nos detalhes, o que olhos comuns não percebem.
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa

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