Soneto do Horror
Nas sombras dançam ecos de terror | Sussurro tenso e frio pela parede | Do espelho veja a morte — que horror! | Que bebe do meu sangue em muita sede…
Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula
Nas sombras dançam ecos de terror
Sussurro tenso e frio pela parede
Do espelho veja a morte — que horror!
Que bebe do meu sangue em muita sede
Assombração que ronda tal lamento
Gargalham vozes tais, tão traiçoeiras
As velas que se apagam com tormento
Do próprio fogo e sangue são herdeiras
Sorriso desenhado no lençol
Em sangue, pele, carne e teu suor
Que embala o pesadelo noite afora
Já chega da tortura tão cortês
Vos rogo, me atormentem d’uma vez
À morte digo: “Olá, me leve embora”.
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Jura Dolorosa
Eu juro amar-te firme | Doído em uma noite | No sangue o grito tenso | No peito como açoite | Amar-te dói e sofro | Por um amor ausente | Que sabe que até amo...
Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula
Eu juro amar-te firme
Doído em uma noite
No sangue o grito tenso
No peito como açoite
Amar-te dói e sofro
Por um amor ausente
Que sabe que até amo
Mas não se faz presente
Sentindo a dor profunda
Perpétua e para sempre
Certeza dolorosa
Palavra mui silente
Jamais tão meu e sei
Porém teu peito sente
Mas 'inda juro amor
Ser tua e amar-te ao ventre
Nenhuma nesta vida
Dar-te-ia o amor que em prece
Jura amar-te para sempre