Flor da Morte
Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula
Mui bela, azulínea, pulcro aroma…
Enflora desolada finitude…
Ó, pétalas de seda! Eis meu sintoma:
Saudade… terra úmida, ataúde…
Ornada em pólen pútrido, tão lhana…
De caule frágil, símil à alma nossa,
Silente à noit’escura e vil, profana,
Insigne inda quant’horror esboça…
Regada com sorrisos e tristuras,
Sabeis d’estes quem somos, és o Norte…
Perfume sobre a última arfadura…
Execram-te, mas sabem quanta sorte
É ver-te no rebento em choro santo,
Depois, quando senis, se bem, portanto,
Entendem teu valor, ó Flor da Morte.
Sonura escrita por Sara Melissa de Azevedo em 05 de fevereiro de 2025, registrada na Câmara Brasileira do Livro pela Editora Castelo Drácula.
Texto publicado na Edição 13 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa
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