Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula

Mui bela, azulínea, pulcro aroma…
Enflora desolada finitude…
Ó, pétalas de seda! Eis meu sintoma:
Saudade… terra úmida, ataúde…

Ornada em pólen pútrido, tão lhana…
De caule frágil, símil à alma nossa,
Silente à noit’escura e vil, profana,
Insigne inda quant’horror esboça…

Regada com sorrisos e tristuras,
Sabeis d’estes quem somos, és o Norte…
Perfume sobre a última arfadura…

Execram-te, mas sabem quanta sorte
É ver-te no rebento em choro santo,
Depois, quando senis, se bem, portanto,
Entendem teu valor, ó Flor da Morte.

Sonura escrita por Sara Melissa de Azevedo em 05 de fevereiro de 2025, registrada na Câmara Brasileira do Livro pela Editora Castelo Drácula.

Texto publicado na Edição 13 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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Sahra Melihssa

Escritora e Poetisa, formada em Psicologia Fenomenológica Existencial e autora dos livros “Sonetos Múrmuros” e “Sete Abismos”. Sou Anfitriã do projeto Castelo Drácula e minha literatura é rara, excêntrica e inigualável. Meu vocábulo é lapidado, minha literatura é lânguida e mágica, dedico-me à escrita há mais de 20 anos e denomino-a “Morlírica”. Na alcova de meu erotismo, exploro o frenesi da dor e do prazer, do amor e da melancolia; envolvendo meus leitores em um imersivo deleite — apaixonada pelo tema, criei Lasciven para publicar autores que compartilham dessa paixão. No túmulo de meus escritos, desvelo um terror, horror e mistério ímpares, cheios de profundidade psicológica e de poética absurda — é como uma valsa com a morte. Ler-me é uma experiência, uma vivência para além da leitura em si mesma; e eu te convido a se permitir fascinar.

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