Imagem criada e editada por Sahra Melihssa, para o Castelo Drácula

Tinha uma bruxa na lua...
Eu sei,
Eu vi.

Subia, ao fim da rua, num ruído verdejante de poeira... poeira de livro velho.
Pó de cravo, sálvia do inverno passado.
Em toda noite subia,
E toda noite era Lua Cheia.
E a velha sorria!

Se fazia mata bairro adentro.
E eu ria de volta.

Eu banguela,
Ela também.

Hoje sou eu, a bruxa da lua.
Hoje sou eu que vivo a sorrir,
Às meninotas e rapazotes,
Espantando os maldosos do botequim.

Sou eu o pássaro que
- Na noite - assobia.

A velha impiedosa que a todo medo,
Sempre, há de ruir.

Texto publicado na Edição 14 da Revista Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2025. → Ler edição completa

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