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A maldição desnivel

Unicamente renego o desconhecido | Não o compreendo, não o persigo. | Desvio em consequência…

MidjourneyAI

Unicamente renego o desconhecido
Não o compreendo, não o persigo.

Desvio em consequência da névoa erguida
em torno da maldição genética em meu DNA,
E a ala aterradora desconhecida e opressiva,
Infiltrada em meu amadurecimento
Estorva meus passos de modo subliminar.

Tão somente mantenho-a secreta,
Pois vacilo em encontrar auxílio e resposta,
E como os meus, antes de mim,
passo a diante a maldição predisposta.

Porém passo penalizando a mim,
sem contorno, sem bordas,
Todavia reconheço a benesse,
E, como os demais amaldiçoados
jamais perseguirei a corda.

Texto publicado na 2ª edição de publicações do Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2024. → Ler edição completa
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Lar de Lua

A morte é uma incógnita | Nessa vida tediosa | Procuro algumas fórmulas | De transformar em arte póstuma….

MidjourneyAI

A morte é uma incógnita
Nessa vida tediosa 
Procuro algumas fórmulas 
De transformar em arte póstuma.

Meu lar é uma bagunça…
Na lua encontro uma ternura,
Que nessa calmaria,
Falar de morte é aprazia.

Humanos tolos que não enxergam
Procuram consolo naquilo que os cercam.
Na leveza de um belo olhar.
Eles só enxergam o que os faz matar.

Matam os sentimentos 
Sempre violentos
Avarentos humanos 
Que sóbrios são insanos.

Tolice minha falar destas criaturas
Que quando em vida eu estive
Me embevecia em lamúrias.

Agora nesta lúgubre imortalidade. 
Falar de morte é só maldade. 
De um coração que não pulsa,
Me limito à loucura.

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Noturno

À noite, sob a lua e as estrelas, | Levado por vontades langorosas, | Percorro o céu e chego, a fim de vê-la…

MidjourneyAI

À noite, sob a lua e as estrelas,
Levado por vontades langorosas,
Percorro o céu e chego, a fim de vê-la
Dormindo — pois já tarde estando as horas…

Depondo as mãos suaves pela beira
Da cama, eu aproximo-me das cordas
Formadas pelas salientes veias
Que vejo sobre a pele que ela mostra…

Detenho-me a olhar por um minuto:
Seu rosto imperturbável… impoluto,
Angélico parece, de maneira

Que ao tocar de leve nos cabelos,
Desisto de manchá-la com meus dedos,
Com medo de acordar e, assim, perdê-la…

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Vigília

A noite não traz paz, não traz sossego, | O que refúgio foi não mais consola… | O lar virou covil do desespero …

MidjourneyAI

A noite não traz paz, não traz sossego,
O que refúgio foi não mais consola…
O lar virou covil do desespero — 
Sabendo a fuga disso estar lá fora…

Usar inutilmente um travesseiro,
Enquanto o que, de fato, me conforta
Apenas é o repouso que prevejo
No lado exterior de minha porta…

Insone, até parece que’u escuto
Os passos de quem chega no escuro…
Dizendo rente à minha cabeceira

Aquelas mais incômodas palavras:
“É tempo o que tu perdes e perderas…
É tarde pra colher da tua lavra…”

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Soneto da Imortalidade

De papéis, livros, tinteiros e canetas | Do verso, à minha aorta e cava eternas | Antes, acreditando pertencer a uma natureza…

Foto da Web

De papéis, livros, tinteiros e canetas
Do verso, à minha aorta e cava eternas
Antes, acreditando pertencer a uma natureza findável,
Agora, tendo certeza da minha infinitude,

Quero viver a imensidão da eternidade
E em minha plenitude hei de espalhar minha maldição
Revés de quem tem amor a Vida;
Sorte de quem se fortalece na escuridão

E assim enquanto escrevo, me imortalizo
Porque a Morte é a solidão de quem não versa,
E a Não vida o acaso de quem se submete às presas

Eu possa me dizer do abraço sombrio:
Brindo à Morte, a continuação da Vida;
Brindo à Não Vida, dissolução da Morte.

Texto publicado na 2ª edição de publicações do Castelo Drácula. Datado de fevereiro de 2024. → Ler edição completa

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