Redenção
Desejo pecaminoso | Impulso avassalador | Posso sentir seu sangue em meus lábios | Estou perdendo o controle..
Imagem criada por Aslam E. Ramallo para o Castelo Drácula
Desejo pecaminoso
Impulso avassalador
Posso sentir seu sangue em meus lábios
Estou perdendo o controle
Tento me afastar
Mas todos os caminhos me levam até você
Ergo minha cruz
Mas inconscientemente
Me entrego
Caminho no escuro
Rezando para que me encontre
Tentando me convencer
Que a culpa não é minha
Rasga minha pele
Esse desejo carnal
Beba da minha alma
Porque ela já é sua
Escrava de um sentimento perverso
Te atraio com meus pensamentos
Você supunha que eu fosse presa
Mas eu era o caçador.
Revisão por Sahra Melihssa
Ana Kelly
Ana Kelly, natural de São Paulo (SP), é poeta, escritora, contista e artesã, sócia-proprietária da loja de acessórios e artigos alternativos, Ivory Fairy. Tem poemas e contos publicados como co-autora em diferentes antologias. No ano de 2009 recebeu o prêmio de 1º lugar, em um concurso de poesias do tema “Natureza”, do Projeto Chance... » leia mais
18ª Edição: Theattro - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 18ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de agosto de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa
Máscaras
Lamentos, | Murmúrios. | Calafrio em minha espinha, | Você não está aqui. | Oh, enigmático ser que me hipnotizou, | Alcançou minha alma, | Tirou de mim...
Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula
Lamentos,
Murmúrios.
Calafrio em minha espinha,
Você não está aqui.
Oh, enigmático ser que me hipnotizou,
Alcançou minha alma,
Tirou de mim o que nunca pensei existir...
Amor.
Entre os passos de dança e risos falsos,
Procuro-te entre rostos encobertos.
Neste vasto salão,
Onde bailam seres incompletos.
Nem o traje mais bonito,
Nem o fato de te amar,
Neste baile sombrio,
São suficientes para te encontrar.
A cada valsa,
À procura dos olhos teus
Sinto que se esvai de mim
A esperança que antes me deu.
Definho neste salão,
Inconformada sem tua presença.
Nesse baile de máscaras
Já não me resta mais nada.
Texto publicado na Edição 12 da Revista Castelo Drácula. Datado de janeiro de 2025. → Ler edição completa
Leia mais em “Poesias”:
A noite de todas as almas
Folhas secas, | Abóboras adornadas | Não é outono por aqui, | Mas não muda nada. | Os ventos que sopram | Me trazem lembranças de você…
Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula
Folhas secas,
Abóboras adornadas
Não é outono por aqui,
Mas não muda nada.
Os ventos que sopram
Me trazem lembranças de você
Sussurram segredos
Que me fazem temer.
A noite de todas as almas
É sempre muito mais iluminada
E isso porque
Todos nós amamos alguém
Que não se pode mais ver.
Alcanço as lápides frias
Não sinto seu cheiro
Se o véu entre os mundos se abriu
Por que não te vejo?
Doces ou travessuras?
Minha vida pela sua.
De que me adianta uma eternidade
Sem sua ternura?
Como oferenda aos Deuses distantes
Deixe meu retorcido coração
Pode não valer mais nada
Mas todo o amor que me restou,
É ele quem guarda.
Minha vida pela sua...
Apenas um vislumbre na penumbra
E eu finalmente
Poderia adormecer.
Doces ou travessuras?
O que está feito,
Não se anula.