Curiosidades sobre o Drácula: Castelo de Bran/Castelo Poenari
Iremos desmitificar aqui a questão da morada real de Vlad III …
Iremos desmitificar aqui a questão da morada real de Vlad III — O Empalador (mais conhecido na ficção cinematográfica e na Literatura como Conde Drácula). Na primeira imagem podemos observar como seria o Castelo de Bran, construído em 1212, no estilo neogótico.
Imagem gerada por IA para simbolizar o Castelo de Bran
O Castelo de Bran, localizado próximo de Bran, (na vizinhança da cidade de Brașov, no condado com o mesmo nome), é um monumento nacional e marco histórico da Roménia. A fortaleza situa-se na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, pela estrada 73, erigido na floresta no sopé dos montes Cárpatos. Conhecido habitualmente como o “Castelo do Drácula”, é promovido como a residência do personagem que dá título ao romance de Bram Stoker, obra que conduziu à persistência do mito de que este alcácer teria servido, em tempos, de residência ao Príncipe Vlad Tepes, governador da Valáquia.
O real Castelo de Bran (foto da web)
No entanto, o Castelo onde, de fato, o Conde Vlad Tepes passou a maior parte de sua vida não é o de Bran. Não há evidências históricas que confirmem que Vlad tenha visitado o Castelo do Drácula, mas existe a crença de que depois de ser capturado pelo exército do rei húngaro, ele teria sido prisioneiro no castelo por, aproximadamente, dois meses.
Um dos detalhes mais curiosos é que Bram Stoker nunca visitou o Castelo de Bran e, para descrevê-lo no livro, baseou-se apenas em relatos. Além disso, o endereço nunca foi residência oficial de Vlad III. Este tinha como refúgio a fortaleza de Poenari que fica em Arefu, vilarejo localizado a cerca de 125 quilômetros de Bran.
Castelo Poenari em ruínas (foto da web)
O Castelo Poenari foi erguido no início do século XIII, pelos primeiros governantes romenos na região sul da Roménia, conhecida como Valáquia. Por volta do século XIV, Poenari era a principal cidadela dos governadores da Casa de Basarab. Nas décadas seguintes, o nome e os residentes mudaram várias vezes, no entanto, mais tarde o castelo foi abandonado e deixado em ruínas.
Imagem gerada por IA, simula o aspecto do Castelo Poenari se ele não estivesse em ruínas
Podemos concluir, portanto, que, com base nas evidências históricas, é possível entender que Vlad III não tem qualquer relação com o Castelo de Bran. Além disso, as descrições do Castelo do Conde Drácula, feitas por Bram Stocker, não correspondem ao Castelo de Bran. No entanto, este último tornou-se um símbolo e é atualmente um ponto turístico, conhecido como o Castelo do Drácula.
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Soneto da Imortalidade
De papéis, livros, tinteiros e canetas | Do verso, à minha aorta e cava eternas | Antes, acreditando pertencer a uma natureza…
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De papéis, livros, tinteiros e canetas
Do verso, à minha aorta e cava eternas
Antes, acreditando pertencer a uma natureza findável,
Agora, tendo certeza da minha infinitude,
Quero viver a imensidão da eternidade
E em minha plenitude hei de espalhar minha maldição
Revés de quem tem amor a Vida;
Sorte de quem se fortalece na escuridão
E assim enquanto escrevo, me imortalizo
Porque a Morte é a solidão de quem não versa,
E a Não vida o acaso de quem se submete às presas
Eu possa me dizer do abraço sombrio:
Brindo à Morte, a continuação da Vida;
Brindo à Não Vida, dissolução da Morte.
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Série Penny Dreadful — Influências do período Vitoriano
Penny Dreadful é uma série de TV que estreou no Brasil…
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Penny Dreadful é uma série de TV que estreou no Brasil em junho de 2014 pelo canal HBO.
O título da série se refere aos Penny Dreadfuls, publicações de ficção e terror que eram vendidas na Inglaterra Vitoriana do século XIX. Por serem histórias que custavam um centavo, tinham como apelido “centavos do terror”.
A série foi criada por John Logan, produzida por ele e Sam Mendes, e tem uma intertextualidade entre as origens de vários personagens famosos da literatura gótica/de terror, como o Dr. Victor Frankenstein (do romance Frankenstein, de Mary Shelley), Van Helsing e Drácula, (personagens presentes em Drácula, de Bram Stoker) e Dorian Gray (da obra O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde).
Além disso, traz também lendas urbanas (Jack, o Estripador) e seres místicos (lobisomens e bruxas) que, juntos, espalham sua monstruosa alienação pela capital inglesa na Belle Époque. Vanessa Ives, personagem central do enredo (interpretada por Eva Green) à princípio é, supostamente, uma bruxa. Mais tarde, ela é revelada como uma encarnação da deusa Amunet. Ives é disputada tanto no campo amoroso por demônios, lobisomens, como pelo próprio Drácula, que é revelado mais para o final da terceira temporada.
Série muito recomendada para os amantes de literatura gótica/sombria/de terror.