Floresta
Dentro dos domínios pungentes da sanidade, me perco por inteiro. A eterna precipitação das cinzas assenta-se em camadas cada vez mais grossas sobre o solo,…
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Dentro dos domínios pungentes da sanidade, me perco por inteiro.
A eterna precipitação das cinzas assenta-se em camadas cada vez mais grossas sobre o solo, encobrindo qualquer vestígio de vida. Nesta floresta monocromática somente a eternidade e a amargura permanecem.
Negras, carbonizadas, jazem as árvores. Emissárias da degeneração infindável e moradia daqueles que desistem de buscar os limites da Floresta.
Em movimento, as cinzas não condensam, mas basta um único segundo inerte para sentir o ímpeto lúgubre da ruína que recai sobre tudo.
Aqui, firmo eu, meus pés, sitiado entre o intérmino vazio e o descorado solo que se compõe.
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Novamente sinto o sabor pecaminoso em seus lábios vitrais. Como um beijo seco recebo em meu âmago a doçura ébria que somente teu…
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Novamente sinto o sabor pecaminoso em seus lábios vitrais. Como um beijo seco recebo em meu âmago a doçura ébria que somente teu corpo esguio pode fornecer. Meu corpo, por sua vez, é arrebatado pela serenidade, como se cada músculo, cada tecido, cada ínfima parte de meu ser deixasse cair ao chão o fardo que carregou por toda a vida.
Oh doce brandura, trajada em belo vestido tinto, basta somente um gole audacioso para que o armistício para com as adversidades tenha início.
Em sua metade já me deixei abater por sua insensatez. Em sua completude me entrego por inteiro aos seus desejos.