Sepulcral

Um beijo sepulcral na testa dada ao frio | Mais descoberta que a vida fora dos rumores | Um beijo traz imagens das carícias e das dores | Da vida gélida de um alguém sem brio…

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula

Um beijo sepulcral na testa dada ao frio
Mais descoberta que a vida fora dos rumores
Um beijo traz imagens das carícias e das dores
Da vida gélida de um alguém sem brio

Não estava o céu como num poema de anil
Naquele dia de dúvidas e temores
Quando no copo de veneno goles dos odores
Desciam. Tomando o último soneto, partiu

Morte breve, sem amigos por escolha sua
Morreu bêbado com uma pena atravessada ao peito
Desfez as malas: um papel e rabiscos
Jogou com a morte paciência à luz da lua
Perdeu naquilo que nunca tinha feito
Bebeu por último o último dos seus vícios.


Escrito por:
Tiago Serigy

Tiago Serigy é amante de filmes, pinturas e desenhos, músicas, além das letras, tem escrito sonetos (mais de 100), prosa poética e versos livres ao longo de mais de uma década, também tem um compilado de contos eróticos e crônicas. Uma fonte que jorra palavras para reinterpretar a brevidade da vida na tentativa de “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. É uma pessoa... » leia mais
16ª Edição: Soramithia - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 16ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de maio de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.

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Crê

Crê em mim, filho da vergonha | Crê em mim, sou o senhor do inferno | Sombrio e distante como útero materno | São os tempos loucos e ninguém mais sonha…

Imagem criada e editada por Sahra Melihssa para o Castelo Drácula

Crê em mim, filho da vergonha
Crê em mim, sou o senhor do inferno
Sombrio e distante como útero materno
São os tempos loucos e ninguém mais sonha

Sombra em torno de nós, medonha
Reza para mim homens! De joelhos!
Ovelhas adestradas, ouvem meus conselhos 
“Segue o Mito, renegue a verdade, enfadonha”

Sede ingrato, maldito e sincero
Sedes o mal agouro do desterro
Ser atribulado com os ruídos de uma guerra
Oh! Ninguém mais vê e nem sente o desespero
A dor do poeta tecendo um erro
Anunciando Mefistófeles a pairar sobre a terra.


Escrito por:
Tiago Serigy

Tiago Serigy é amante de filmes, pinturas e desenhos, músicas, além das letras, tem escrito sonetos (mais de 100), prosa poética e versos livres ao longo de mais de uma década, também tem um compilado de contos eróticos e crônicas. Uma fonte que jorra palavras para reinterpretar a brevidade da vida na tentativa de “não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. É uma pessoa... » leia mais
16ª Edição: Soramithia - Revista Castelo Drácula
Esta obra foi publicada e registrada na 16ª Edição da Revista Castelo Drácula, datada de maio de 2025. Registrada na Câmara Brasileira do Livro, pela Editora Castelo Drácula. © Todos os direitos reservados. » Visite a Edição completa.

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Vazio

Foi-se um baile há muitas conjunturas | Que ainda ressoam lúgubres histórias | Muita gente, muitas memórias | De amores, sonhos tolos, vãs loucuras…

Imagem criada e editada por Sara Melissa de Azevedo para o Castelo Drácula

Foi-se um baile há muitas conjunturas
Que ainda ressoam lúgubres histórias
Muita gente, muitas memórias
De amores, sonhos tolos, vãs loucuras

Risos de chamas e cabelos negros
Olhos serpenteiam, riscos nos lábios
Ninguém se conhece, nem os larápios
Beijos furtados de vinho... Byron... gregos

Resta um baile de máscaras sombrio
Visitantes... então o salão vazio
Apenas fantasmas que ainda rondam

Bebendo de gota em gota se esgota
Presente, passado e futuro findam
Velando ao anfitrião da vida morta.

Texto publicado na Edição 12 da Revista Castelo Drácula. Datado de janeiro de 2025. Ler edição completa

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